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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Meu Poema pra Lua Lua pequena Brilha lá no céu, tão só Sozinha, deserta Traz a tua luz pra minha chega um bocadinho aqui Pra perto Alumia de furar telhado Alumia meu também deserto Pássaro noturno Pia o seu piar incerto Fez seu ninho no coturno abandonado De um soldado que lutou Nalguma guerra boba Lua solitária, esconde Onde foi que a loba abandonou filhotes Onde foi que tanta gente viu Nessa derrota inglória, a vida Com o passar do tempo, a noite a esqueceria E se transformaria numa espécie de vitória Lua guardiã da Terra, irmã Cuida de cada semente que germina E continua triste, infértil e em silêncio Observa, calada, a tanta incoerência Toda vez que mês se vai A cada geração, que aqui termina Sempre elas terminam Lua só, perene Perante a eternidade que desfila E trilha teu caminho em teu silêncio Daqui nós a temos, linda! Como um sorriso de filha, que nunca envelhece Lindo, de amor verdadeiro Profundeza da existência Tendo a escuridão ao fundo Fria é a ciência do mundo No seu triste olhar distante Admira a beleza sem brilho da tua presença Depois que o Sol nasceu E os poetas, cujas almas bem trajadas Na calma de quem traz o coração em trapos e os grilos, os pássaros noturnos, os sapos e as lobas E cada sentinela vigilante Ao longo das eras, ao longo dos turnos A cada povo a sua vez Porque sempre existirão coturnos E farão novo Meu Deus, que gente boba! Dirão poesias Algumas bonitas, profundas Apesar das poucas linhas Outras, exibidas por pessoas diplomadas Extensas, em seus rapapés e rococós Com frases intensas, rotundas, longas, rebuscadas Que, se a amiga Lua as lesse Pensaria que não dizem nada. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva