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Frase de FRANCISCO JUVAN SALES

⁠VIDA: UMA VIAGEM DE ESTAÇÃO À ESTAÇÃO A vida é assim: começo, meio e fim, também uma sequência, sem intervalo. Dada a partida, percorremos estação por estação até chegar à última, onde descemos para descansar, sem retorno. Viagem fascinante onde percorremos estradas, lugares, vales e montanhas, vislumbrando paisagens e imagens encantadoras que só terminam na linha longe do horizonte. Os caminhos são planos, íngremes, retos e sinuosos. Os lugares com seus tons coloridos, seus sons e seus cheiros e sua gente. Os vales e montanhas com seus cimos e abismos, suas flores em cores e fragrâncias mil. Nessas viagens percorremos diferentes estações efêmeras marcadas em todos os momentos por suas características específicas em que se faz necessário saber chegar, ver, aprender, ousar, conquistar a sobrevivência em ocasiões de calmaria e tempestade, de calor e frio, de dor e sofrimento, quando em cada uma as paisagens se modificam, as pessoas mudam, as necessidades se alteram, mas o trem segue adiante de estação à estação. A primeira estação é a infância, estádio de inocência e proteção; a segunda, a adolescência, época de intranquilidades, de mudanças e incertezas constantes; a terceira, período da maturidade, onde flutuamos entre estabilidade e instabilidade; e a quarta, a velhice, tempo de experiência e sensatez. Além dessas quatro estações de passagem obrigatória, há as estações intermediárias, aquelas em que pensamos que a vida poderia ser outra e não somente outra, mas um número infinito de opções, como uma vida em outro lugar com pessoas diferentes, pensando e fazendo outras coisas. Então, descobrimos que a cada momento temos inúmeras possiblidades e aí nos damos conta que fazemos uma única coisa, que é aquela de percurso de rotina automática, operando de segundo a segundo, numa simplificação cruel, feroz, atroz, desumana ante as infinitas possibilidades de mundos possíveis e não uma única e rudimentar vida. Isso é como renunciarmos a todas as opões possíveis e optarmos por aquela que conseguimos encontrar como solução de vida melhor. Então, se é assim, sabemos o que queremos e onde queremos chegar. Ledo engano. Em cada estação, o caminho nunca é em linha reta e não temos o controle total do tempo. Muitas vezes, chegamos fora do horário e, no espaço de alguns minutos, perdemo-nos no decurso da nossa estada, ficando inelutavelmente esperando numa determinada estação em que cada minuto é precioso e a vida passando inexoravelmente com seus mistérios profundos, sendo absolutamente impossível sabermos contar a nossa história por limitados que sejam os fragmentos em que nos dividimos. Independentemente da estação em que nos encontramos, é importante lembrar que a vida é uma jornada em que cada dia o sol nasce e se põe em seu crepúsculo na linha do horizonte entre o azul do céu e o manto da escuridão clareada pela lua e pontilhado pelas estralas, quadra para aprendermos com as mudanças, seguirmos em frente e aproveitarmos em uma delas, se possível, sentados no trem, com as nossas amizades, amores, paixões e as saudades.

FRANCISCO JUVAN SALES

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de FRANCISCO JUVAN SALES

⁠A vida como a natureza se refaz, se reinventa, se reprograma constantemente, daí essa dinâmica da vida, que nunca morre. A vegetação estava toda seca, triste com o que o ser humano está fazendo com ela. De repente, a chuva cai lavando nossos erros e a natureza nos presenteia co…
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⁠A vida como a natureza se refaz, se reinventa, se reprograma constantemente, daí essa dinâmica da vida, que nunca morre. A vegetação estava toda seca, triste com o que o ser humano está fazendo com ela. De repente, a chuva cai lavando nossos erros e a natureza nos presenteia com suas cores e nos dá mais uma chance de recomeçarmos e refletirmos sobre nossas ações que desestabilizem o meio ambiente em toda sua extensão.

⁠O alpiste com que alimentamos o pássaro preso na gaiola é como que fosse o pagamento pela renúncia da sua liberdade submetido à humilhação do cativeiro, mas que nada o compensa, pois ele já tem o campo como morada e o céu sem limite de espaço para voar. Há um modo profundo de s…
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⁠O alpiste com que alimentamos o pássaro preso na gaiola é como que fosse o pagamento pela renúncia da sua liberdade submetido à humilhação do cativeiro, mas que nada o compensa, pois ele já tem o campo como morada e o céu sem limite de espaço para voar. Há um modo profundo de se ser que fica vivo por baixo de todos os vernizes que nos aplicaram e que nos impede de avançar pelo caminho mais curto já desbravado, balizado e pavimentado? Há coisas que nos trazem boas e ruins recordações pelos insondáveis caminhos que provocam uma forte inquietação nos alicerces dos nossos sentimentos, estimulando-nos o plasma do delírio, no sentido de tudo querer dizer, ficando tais sensações desses tempos vividos e sentidos em nossas vidas. Podem me chamar de ingênuo, mas é assim que imagino o meu jardim cultivado de flores raras: quanto mais colorido e perfumado, mais belo será o mundo em que vivemos. E é através da simplicidade que conseguimos o belo que nos enche os olhos e nos leva ao enlevo da vida. Às vezes, decidimos embalados pelo aplauso alheio e não convictos de que conhecemos o templo da nossa alma, o museu de nossos sentimentos, agindo por emoções de nossas verdades que se escondem por detrás da porta cerrada, muitas vezes sobre os sacrifícios dos mais fracos, vantagem que não nos vale a pena usufruí-la quando obtemos.

Nesse quadro remoto no tempo, moro junto com as minhas lembranças de momentos bons do passado que não voltam mais, podendo ser chamadas saudade, que me acompanha silenciosamente em todos os passos até o último dia de vida. A nossa história pessoal é semelhante a um filme que não…
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Nesse quadro remoto no tempo, moro junto com as minhas lembranças de momentos bons do passado que não voltam mais, podendo ser chamadas saudade, que me acompanha silenciosamente em todos os passos até o último dia de vida. A nossa história pessoal é semelhante a um filme que não sai da nossa mente, nos perseguindo com severidade pelo que fizemos ou deixamos de fazer, onde cada um encontra o seu próprio significado ou o propósito do movimento e oscilações de seu mundo individual, conforme sua própria compreensão, experiência e seu código de valores. Todos nós trazemos marcas da vida, principalmente ferradas no corpo e na alma pelos momentos de alegrias e tristeza, dores, perseguições, falsidades, inveja, decepções etc., também oportunidades de novos desafios para recomeços para irmos em frente. Tudo que tem ou faz relação à nossa terra natal são flagrantes imprevistos transfigurados de momento a momento pela varinha mágica da natureza de tudo o que existe, mostra-se e manifesta-se em nosso mundo, que nada mais é do que um grande teatro, onde todos somos apenas espectadores. Quem tem a mania, o jeito severino de se encantar com as belas coisas da sua terra, onde conhecemos sua gente, seus cantos e recantos de mil encantos, sente, sim, muito orgulho por aquilo que ela representa em nossas vidas. As narrativas da vida são compostas por flashes densos de lembranças que vêm do passado, atravessam o presente e se perpetuam no tempo. Enfim, são flagrantes reencenados de momento a momento por nós atores e espectadores no grande teatro da nossa vida. Sem dúvida o tempo é um voo panorâmico em todas as direções nas assas da imaginação, lembranças para as quais não existem palavras que exprimam toda a emoção carregada de tanta significação. Esses momentos sentidos e vividos no tempo nos revigoram a vida com boas recordações. Somente o coração, a mente, a consciência, sei lá o que, expressam, dizem e confirmam. ⁠