Frase de Henrique Rodrigues da Silva
Porque não viajar aos nossos tempos de quando éramos crianças? Voltar as nossas raízes; Mergulhar um pouco naquilo que está guardado para sempre dentro de nós. O mato, o campinho improvisado da bola, os criadouros dos passarinhos; Os pássaros soltos cantando sem parar, a casa do João de barro; As soltadas das pipas. As brincadeiras do pique – esconde, o amarelinho; Todas as outras simples brincadeiras que nos faziam felizes; Nada é segredo dessa época. Porque não lembrar do lugarejo sem luz em que vivíamos? A lama que enlameava o pé na rua de barro ao cair da chuva. É .... O chão era mesmo de terra batida; Lembrar da poeira num calor brando ou forte depois do secar das águas das chuvas; Essa fase passa e aí vem a nossa adolescência. E porque não viajar também aos nossos tempos dela? Era o pré-vestibular para o inicio da nossa maturidade, não é verdade? O primeiro emprego numa birosca de miúdos; O conviver com a turma da cachaça que nela servíamos; O uso da sinuca como instrumento de brincadeira dessa fase mais madura. A caminhada até o colégio público. O chegar à casa um pouco mais tarde do habitual; As broncas dos nossos pais. E o primeiro namoro porque não lembrar? O primeiro namoro que quase sempre se constitui no primeiro grande amor da nossa vida. Ele sempre nasce nessa fase da nossa vida; O primeiro beijo que não sabíamos dar e que tivemos de aprender; Aquele amor que pra onde íamos o carregávamos de forma intensa; Como uma joia preciosa imperdível que não precisava lapidar; Como se fosse algo infinito; Que nunca acreditávamos que fosse acabar. Lembrar de tudo isso nos dá saudades; Porque tudo é absolutamente inesquecível. Carlos Drummond de Andrade a respeito do tema, disse: “Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa; se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.”
No pensador.ai desde