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Frase de EdsonRicardoPaiva

O sorriso É uma obra do abraço Um espaço que estava vazio A alegria de bailar sozinho Havendo ou não melodia Se saber satisfeito da vida. O sorriso de verdade Vem no meio da madrugada Surge assim, do nada Sem contar pra ninguém Porque foi que ele veio Aparece quando a gente recorda da criança que foi um dia Vem no intervalo entre um sonho e outro E permanece depois que a alma desperta e glorifica a Deus pela vida Um sorriso é como se fosse Um cartão de visitas Expressão de quem crê Que existe muita coisa boa e doce A ser vivida, ainda Sem saber de onde veio, ou quem trouxe Vem à toa, quando a gente vê Uma árvore sem folhas Ornamentando um Céu cinzento ao fundo Tendo em si a alma plena E, diferente da maioria das gentes Acha linda, aquela cena E de repente está feliz Mais feliz que todo mundo E mesmo não tendo a prece atendida Esquece o que foi que queria E agradece a tudo que veio No lugar Apesar de ser outro o lugar Outro Mar Outro vento Outra vela Vem daquela sensação de que não foi esquecido E mesmo que não tenha nada pra mostrar Tem junto a certeza No estado de alerta de que vai permanecer a mesma coisa As mesmas dificuldades Problemas e dores pequenas A cara feia que esse mundo faz pra gente Como se outra pipa surgisse do nada E cortasse a nossa, sem aviso Posto isso Sentir-se fortalecido Simplesmente Botar um sorriso no rosto E sair mostrando ele ao mundo Sem nenhuma necessidade de haver um motivo aparente. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva