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Frase de António Prates

⁠Na adega do Platão anda tudo farto e contente, há vinho pra toda a gente a palpitar do garrafão... Há convívio e união, com pitéus de harmonia, ante a branca poesia nas árias improvisadas, e nas talhas atestadas tudo impera em alegria. I Nestas boas convivências está o mundo aqui sentado entre saias, rumba e fado trovam-se estas apetências... São diversas indulgências a mandado do coração, mais um copo, uma canção sempre altiva e divertida, - e assim se goza a vida na adega do Platão. II Azeitonas de conserva, misturadas com temperos, e talhadas de alguns peros ofertadas por Minerva; há bom vinho de reserva, que se sorve e se consente, no gabar de toda a gente há sempre um trinar castiço, com bom queijo, bom chouriço anda tudo farto e contente. III Após as dentadas míticas nos petiscos que aparecem, há os Ícaros que agradecem o primor das santas críticas... E nas farras analíticas Prometeu é deus e crente, porque não fica indiferente aos conselhos de Japeto, prevendo que no palheto há o vinho de toda a gente. IV Mais um brinde é aviado pelas honras de Hefesto, arde como um manifesto muito limpo e açucarado; é condão todo encorpado nos cantares de pé prá mão... A tertúlia em comunhão num lugar franco e elísio, com as artes de Dionísio a palpitar do garrafão. V Outro copo, mais uns migos dão convite a outro deus, o supremo e grande Zeus entra em paz com os amigos, venham outros mais antigos ou de outra geração... Poseidon traz o trovão que achou por entre mares, e com rimas e cantares há convívio e união. VI Cantam Ninfas, dão-nos Graças todo o bom e o bonito, junto à paz de Hermafrodito a encher de novo as taças; há castanhas e há passas, muitos risos e magia... E entre a grande cantoria este Outono é Primavera, onde encanta a boa Hera com pitéus de harmonia. VII Farinheira, vinho e bolo para Héstia, mãe da Terra, e até Ares deixa a guerra nos poemas com Apolo, o seu garbo é um consolo, todo ele é simpatia, como sábio que nos guia no guião deste apetite... E a beleza de Afrodite ante a branca poesia. VIII Até Demeter está feliz junto ao céu das talhas lusas, bebe a meias com as Musas, e com a bela Artemis. Tudo o que este nume diz sai da alma das rodadas, e então as lindas Fadas, sem manias ou critérios, improvisam seus mistérios nas árias improvisadas. IX Psique trinca a divindade, Eirene sorri ao mundo, Cronos parte moribundo sem entrar na sociedade, Hélios pede alacridade pelas mesas alindadas, com risotas avultadas Zefiro ri do poente, outros riem no consciente e pelas talhas atestadas. X Entra Atena, emocionada, como luz de um labirinto, diz que vai beber do tinto e fica até de madrugada... Manda a deusa venerada, tão divina e tão sadia... A singular sabedoria fala alto mundo afora, e nestes filhos de Pandora tudo impera em alegria. António Prates

António Prates

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Pensador.com

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