Frase de Lúcia Cruz
Nascemos filhos de sangue Crescemos filhos do mundo E morremos filhos de ninguém!
No pensador.ai desde
Nascemos filhos de sangue Crescemos filhos do mundo E morremos filhos de ninguém!
No pensador.ai desde
Oh poeta De palavras doces De alegres fantasias
Oh poeta De palavras doces De alegres fantasias E gestos precoses Tivessem os Deuses te enviado Numa outra altura Não destilava eu certamente Agora esta amargura Oh poeta dos olhos brilhantes Olhos que falam Olhos gritantes Quisera eu perder-me neles um dia E desde então, Existo nesta agonia De não saber existir Oh poeta, doce poeta Que em mim vês a salvação Não vês que minha alma doente Em busca de absolvição Renegará mil vezes o prazer Pois na esperança De merecer um dia mais conhecer Este é meu fado Meu jeito triste de ser...
E do tempo? Que dizes tu do tempo? Que dizes tu desta
E do tempo? Que dizes tu do tempo? Que dizes tu desta Frágil, Doente E falsa sensação de imortalidade, Que se encurta a cada hora? Já vivemos meia vida ... Ou será meia morte?
Se os sorrisos começam nos olhos Os teus são nascentes Nascentes de sorrisos gritantes
Se os sorrisos começam nos olhos Os teus são nascentes Nascentes de sorrisos gritantes Que chegam além dos meus prantos E que entoam no meu coração Que tocam a minha alma E que a preenchem de paz Que chamam pelo meu nome E me embalam enquanto a noite se desfaz... Ai queria eu, esse olhar roubar E tê-lo para mim, Para meu coração acalentar Sempre que o meu olhar despertar Mas quis a vida que o fado Destes olhos encantados Fosse encantar os meus Com os dias contados Já não vejo os teus olhos sorridentes Apenas posso sonha-los Resta-me a Gratidão por terem eles sorrido para mim E ao fechar os olhos... alcança-los.
Ai que mataram a esperança Prematuramente Ai que mataram,
Ai que mataram a esperança Prematuramente Ai que mataram, Permanentemente Que se escondam os sorrisos E os olhos brilhantes Que não se encontrem mais paraísos Nem se encontrem amantes A esperança morreu Morreu do descrido dos homens E do teu e do meu Morreu dos sonhos não sonhados E de todos os que foram abandonados Morreu porque beijos não foram trocados Abraços não foram dados E dos apaixonados Ninguém mais ouviu falar Morreu porque não quiseste amar Morreu de tédio Ou solidão Morreu de amor Morreu em contra mão Ai que mataram a esperança Que mais ninguém dance esta dança E que mais ninguém saiba Como é viver ... sem esperança. Neste mundo meu Agora que a esperança morreu Morri Também eu!