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Frase de Israel Soler

MEU PURGATÓRIO É VOCÊ Meu purgatório é você... Meu inferno astral é tudo aquilo que pressupõe meu desejo. Tudo e todos estão incutidos em mim: As palavras, as ações, as aspirações e inspirações, tudo se volta como redemoinhos causados por inquietudes. Porém, há algo novo dentro de mim. Descobri minhas limitações e sorri de forma que deixei escapar um sorriso nervoso e triste, por saber que o super-homem que habita em mim falha todas as vezes que tenta salvar-me de perigos iminentes. Desta forma, ando entre o certo e o duvidoso, só para saber se estou equilibrado. Mas cá entre nós: o que é e como equilibrar-se entre o tortuoso e o reto? Eu já nem sei; só caminho e deixo-me pagar as dívidas cobradas pelo tempo. Meu purgatório não é mais você; descobri ser eu mesmo, uma dualidade que não tem fim. Mas, insistindo em segurá-la para construir um paraíso só nosso, desvelando um inferno que se tornou só uma faísca no tempo perdido que resultou do contato de almas, eu me refiz. Agora, almas que buscavam equilibrar-se na mesquinhez do ego saltam e dançam, ouvindo a música que toca em algum lugar fora do eixo dual de ambas! Joguei fora para fora toda experiência de luz. Confrontei minhas trevas e não saí vencedor, mas descobri que em mim havia um lugar que não conhecia, um lugar sombrio, um limbo que descobri ter vários eus. O purgatório se desfez, o inferno se foi e o paraíso não alcancei. Porém, segui meu caminho sabendo das novidades que existiam dentro do meu eu, e fui me equilibrando estrada afora. Sobre o quê? Não sei. Só sei que fui, vou, estou e voei! ⁠

Israel Soler

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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GINÁSTICA LABORAL Riso travado em ambiente fechado A piada é o tempo que foi leiloado Movimentos ensaiados pra não desabar A tragédia moderna é esquecer de estar Alongam-se corpos em rituais de gesso Esquecem a vida, a origem, o preço A engrenagem exige postura e sorriso Enquanto a essência perde o seu juízo A causa revela a nulidade no ar Numa ginástica laboral pra disfarçar Consumindo anseios secando canais Cortando conexões ancestrais Se fosse cômico a gente ria no fim Mas não é cômico, é trágico pra mim A ilusão consome a força e a voz E a engrenagem devora o que sobrou de nós Estique o braço e finja o motivo A nulidade consome o que era vivo A causa parecia nobre, gigante Mas é só fumaça num palco distante.