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Frase de Thiago Mariano

A vida me deve uma dança. O grande mistério me deve uma chave... De um segredo qualquer. Se o tempo pensou que me vencia Encontrou um inimigo formidável. Renasci do sorriso empalhado de Deus Venho embebido de sorrisos e olhares de moças, Que com ares tristonhos e esperanças vazias Rompem espaços ideais. E em minha ignorância trôpega, Tal qual pedra figuro sólido no absurdo.

Thiago Mariano

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Thiago Mariano

Para falar a verdade não há nada que - visto a olho nu - seja importante. Você não quis me crer poeta. Criei-te Deusa, rainha, flor mais bonita.
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Para falar a verdade não há nada que - visto a olho nu - seja importante. Você não quis me crer poeta. Criei-te Deusa, rainha, flor mais bonita. Mas você insiste se fazer real, palpável. Dei-te significado, magia, canção. Queres não. Vais até o fundo que eu fui, para ver que não tem fundo quem és. Ah, se pedreiros fossem poetas... [...] Tijolos de sonhos, martelos de vidro, como diz "Baiandeira". Talvez essas meninas da cidade não acreditariam tanto em concreto. Creriam mais em versos.

Não acreditem nos poetas! Não acreditem. Não acreditem em lutas pela cultura de poetas. Ativistas culturais não são poetas! Não podem ser. Não ouçam e não se deixem levar por poetas politizados. Engajados políticos não são poetas, são postulantes a cargos públicos. Não acreditem…
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Não acreditem nos poetas! Não acreditem. Não acreditem em lutas pela cultura de poetas. Ativistas culturais não são poetas! Não podem ser. Não ouçam e não se deixem levar por poetas politizados. Engajados políticos não são poetas, são postulantes a cargos públicos. Não acreditem em poetas felizes, felicidade cabe àqueles que não conhecem a dúvida. O sorriso geral, popular, só cabe a quem couber o doce privilégio do esquecimento. Mas se sobrar em vós um farrapo de esperança, uma ardida ferida, purulenta vontade de acreditar, acreditem nos poetas tristes, cansados, maltrapilhos e fadados ao esquecimento. Estes, de tanto servirem à palavra, que é mãe e sustentáculo da dúvida, não acreditam em nada, por isso nem saem de casa. Por isso sorriem velados! Ao invés de lutar, se riem de tudo.

A ponta nem vista do cigarro aceso, Em ultima chama. E o prazer figura além do trago ultimo.
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A ponta nem vista do cigarro aceso, Em ultima chama. E o prazer figura além do trago ultimo. Há que se ter estômago, há que se ser ainda, quando no limite. Onde a frequência lateja violentamente os valores, as estéticas - O pudor. Não dói, processa! Defender Geni e entoá-la nos bares é belo. Feio é ser Geni - a vergonha. Não existe liberdade absoluta, Não tenho pretensão, só quero o ultimo grau de liberdade possível. Ou o ultimo trago - da vida possível. Carcaça, tu tremes? Tremerias mais ainda se soubesses aonde te levo.[...]

Mais do que adquirir conhecimento a arte de pensar defini-se pela habilidade de selecionar grãos. Um pensador não é bom porque usa frases de efeito, técnicas psíquicas ou dados estatísticos - é claro que isso serve a todos os pensadores. Um pensador é bom e tem mais razão quanto…
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Mais do que adquirir conhecimento a arte de pensar defini-se pela habilidade de selecionar grãos. Um pensador não é bom porque usa frases de efeito, técnicas psíquicas ou dados estatísticos - é claro que isso serve a todos os pensadores. Um pensador é bom e tem mais razão quanto mais souber separar trigo de joio e de milhares de outros grãos que se imbricam no meio dessa seara complexa e transmutante que é o pensamento. Nações se erguem sob maus pensamentos e pensadores, culturas se desfazem debaixo da batuta de outros tantos. Será que eles não exercitam bem o pensamento? Quase sempre não é essa a razão, o motivo é que confiavam e confiam demais na veracidade do pensamento. Mas hei, um pensamento não é coisa dominada, nem definida – sequer explorada. Os pensamentos vêm assim como se vão e não sabemos como se processam nos seus substratos essenciais, desde a raiz. Lá na frente, depois de erguida uma colossal estrutura lógica moral ou estética, a gente percebe que algumas das colunas são belos gatos comprados por lebres. Ninguém lê mais com a acuidade e apreço com que nossas avós catavam feijão. Colher grãos e separá-los, eis o exercício do pensamento pelos livros e pela vida afora. Pensamos hoje, assim como amamos, nos intervalos – entre uma aula e outra, entre uma escala de trabalho e outra. E temos sempre uma opinião pra dar, mas tempo e desejo pra grãos poucos têm pra catar. E se pensarmos no quão dialética e mentirosa é a metáfora dos grãos, essa mesma que acabei de usar, veremos o quanto é preciso ainda mais grãos catar. Quero com isso dizer que a estrutura do pensamento é, em sua base, de ideias dúbias – de pólos opostos – lógica binária. E a realidade, a seara da vida é tão mais vasta, tão mais rizomática que nossas parcas metáforas ocidentais. Então, imagine que pensar e formar opiniões dependa de se sair feito Alice pelo país das maravilhas, onde tudo pode se transformar em um piscar de olhos no seu contrário e principalmente em milhares de outras coisas heterogêneas. Antes de darmos nossa opinião aprendamos a desconfiar dos grãos, assim como da televisão, dos pais, da igreja e daquele professor de história espertinho com ar de sabedor. E dos velhos sabedores... Dos novos também. Selecionar!