Frase de Deco Sampaio
A dor d'alma dilacera em silêncio. Vem em gotas de frustrações diárias. Surpreende num surto em pleno ócio. Veneno lento que esgana várias esperanças. Sem piedade, assiste ao desmoronar interno, tijolo a tijolo. Sufoca com mãos pequenas. Triste ver o corpo murchar, perder o viço, desencantar junto às rugas profundas que marcam a vida. Uma flor esquecida, sem regas. A beleza dessa dor pungente não transparece fácil, é urdida pelas mãos do poeta dormente.
No pensador.ai desde