Frase de Alberto Raposo Pidwell Tavares
E eu Indiferente à sonolência da língua Ouço o eco do amor há muito soterrado Encosto a cabeça na luz e tudo esqueço No interior desta ânfora alucinada Desço com a lentidão ruiva das feras Ao nervo onde a boca procura o sul E os lugares dantes povoados Ah meu amigo Demoraste tanto a voltar dessa viagem O mar subiu ao degrau das manhãs idosas Inundou o corpo quebrado pela serena desilusão Assim me habituei a morrer sem ti Com uma esferográfica cravada no coração
Alberto Raposo Pidwell Tavares
No pensador.ai desde