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Frase de Alberto Raposo Pidwell Tavares

E eu Indiferente à sonolência da língua Ouço o eco do amor há muito soterrado Encosto a cabeça na luz e tudo esqueço No interior desta ânfora alucinada Desço com a lentidão ruiva das feras Ao nervo onde a boca procura o sul E os lugares dantes povoados Ah meu amigo Demoraste tanto a voltar dessa viagem O mar subiu ao degrau das manhãs idosas Inundou o corpo quebrado pela serena desilusão Assim me habituei a morrer sem ti Com uma esferográfica cravada no coração

Alberto Raposo Pidwell Tavares

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Pensador.com

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O certo É que por vezes morremos magros até ao osso Sem amparo e sem deus
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O certo É que por vezes morremos magros até ao osso Sem amparo e sem deus Apenas um rosto muito belo surge etéreo Na vasta insónia que nos isolou do mundo E sorri Dizendo que nos amou algumas vezes Mas não é o rosto de deus Nem o teu nem aquele outro Que durante anos permaneceu ausente E o tempo revelou não ser o meu

No regresso encontrei aqueles Que haviam estendido o sedento corpo Sobre infindáveis areias
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No regresso encontrei aqueles Que haviam estendido o sedento corpo Sobre infindáveis areias Tinham os gestos lentos das feras amansadas E o mar iluminava-lhes as máscaras Esculpidas pelo dedo errante da noite (...) Estavam vivos quando lhes toquei depois A solidão transformou-os de novo em dor E nenhum quis pernoitar na respiração Do lume

Andamos pelo mundo Experimentando a morte Dos brancos cabelos das palavras
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Andamos pelo mundo Experimentando a morte Dos brancos cabelos das palavras Atravessamos a vida com o nome do medo E o consolo dalgum vinho que nos sustém A urgência de escrever Não se sabe para quem E ao acordar... a incoerente cidade odeia Quem deveria amar O tempo escoa-se na música silente deste mar Ah meu amigo... como invejo essa tarde de fogo Em que apetecia morrer e voltar