Frase de Lina Oliveira
Para meu leitor Na menina que fui, está a mulher, mãe, amiga, esposa que hoje sou e vou continuar me tornando a ser até o fim. Lá nasceram meus amores, meus medos, minha inesgotável busca de entendimento para algumas coisas da vida, amizades, coragem, meus valores e segredos. Relatos e lembranças que perto ou longe estão ao meu redor, dentro de mim, porque somos marcados sim, pela realidade do nosso meio familiar, escolar e cultural. Não temos como fugir disso, somos muito de nossos pais e do meio em que vivemos. Até podemos mudar no decorrer da vida, mas é em função disso que atuaremos em toda a nossa história, no nosso jeito de ser, de falar, na criação e educação de nossos filhos; no nosso silêncio, no que realmente toca nosso coração. Hoje, não durmo nem acordo ancorada nas ordens e cuidados de meus pais. Atravesso meu mundo sem o pé de seriguela no quintal de casa para subir, sem a cama de mamãe para me esconder nas noites de trovões e tempestades. Sem o barulho e alegria de papai chegando. Eu me superei sem o colo de meus avós e tias por perto. Sem os banhos de chuva que tomávamos na rua de roupa e tudo, agradecendo a Deus pela água que caía. A melhor sensação de tantas que já vivi! Cedo aprendi no meu nordeste a agradecer pela água que caía, que corria, e tornava verde meu sertão, a ser grata pela vida dos bichos, pela vida de todo rico e pobre. Hoje, quero também agradecer por você estar aqui e tocar meu coração com suas mãos, por este livro, por este ano um grande influenciador de minha vida com suas metas e propósitos, por todo que acolhi e colhi, pelo novo olhar que busquei, e mais livre estou. Agradeço a Deus pela vida recebida e pela família que ele me deu. Por meus filhos, pela infância e bagunça gostosa de todos os dias, por meu marido, por todos vocês que fazem parte de tudo isso, de toda história que continua aqui nas próximas páginas que virão. Obrigada! Que sejamos felizes! TEXTO FINAL DA OBRA Um de meus olhares por Lina Veira
No pensador.ai desde