Frase de Amanda Blan
Me regressa a adolescência Me faz sorrir sem dó Me faz cantar sem temer Me envolve em teu canto, encanto Me torna criança perdida em teu riso Me faz leve Me faz perder o tempo Perder o costume Perder o juízo e a razão Me ganha com melindres Só minhas melindres Me rasga com olhos penetrantes Compenetrados no meu riso Nem meu mais é Retrocede a brisa das manhãs Distantes manhãs Me toma com teu cheiro Me rouba com um toque. Mesmo que não fosse o canto, o sorriso, o cheiro ou o toque Mesmo que não existissem Mesmo que não me atingissem Seria ainda o clima, o tempo, o vento, as pessoas, os cafés, as árvores, as manhas, as palavras, as poesias, os bancos... Tem ainda a cola. Aquela cola que nos une que nos faz não entender, não aceitar, mas manter. Nos mantemos como tem de ser. A falta de sal enferruja. Ficaremos enferrujados. Ainda sim vivos. Buscando sentir novamente o gosto da adolescência, o manifesto das palavras, a magia dos encontros.
No pensador.ai desde