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Frase de Fernando Batista dos Santos

O NAVEGANTE Emergi no mundo em lago profundo De dias tristonhos e selvagens pegadas Recorri a memória sem nada tocar Descendo correntes e nascentes perdidas Ouvindo a voz que a escuridão derramava Nos espaços soltos que em mim ansiava Afoguei-me no mar de ilusões e pedra de sal Que escorriam nos rostos ao longo da costa Fortes ventos que agora iriam conter Puro delírio, fortes alentos espessos no ar Procurei abrigo nas rochas cavernosas do coração Em mil séculos despejei muita água no mar Juntei-me ao horizonte e as almas perdidas Enchendo-me de todo ímpeto de alegria Embora as rochas que espetavam o coração Não mais sentia, tudo se foi, com tudo eu iria.

Fernando Batista dos Santos

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Pensador.com

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NEM AS ALMAS E NEM AS ARMAS Não parece mais aquele De sorrisos destemidos
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NEM AS ALMAS E NEM AS ARMAS Não parece mais aquele De sorrisos destemidos Que a morte calhou bem Nem as almas e nem as armas! Não tem corte nem navalha Que apareça e ampara... É que a morte lhe cai bem Nem as almas e nem as armas! Não teve dó nem piedade Ficou sem cor mas com coragem E foi com a mesma vaidade Que tinha horas atrás... Nem as almas e nem as armas! Um gatilho à sua direita Foi com ele resumindo O que não amava mais Nem as almas e nem as armas! E com a cara e a coragem Fez da morte seu presente E assim louco e sorridente Um estalo, a mão quente Neste mundo aqui jaz. Nem as almas e nem as armas! (NUNO BAUHALLS, pseudônimo de Fernando Santos)