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Frase de Sérgio Antunes de Freitas

⁠Normalmente, as rimas acontecem nos finais dos versos. Ou no começo, ou meio de um e no final de outro. Tentei criar uma triangulação rimática, sem rigor, igual à disposição das plantas nos jardins que eu planejava, colocando rimas em versos e estrofes distintas, buscando uma discreta harmonia sonora. A ver! EVOLUÇÃO DAS FLORES Jardim da infância! Flores inocentes Visões de arco-íris. Ciranda do alecrim, Madeira rachada, Azaleia branca, margarida! Limão bravo, limão cravo. Rosa cheirosa, Alegria da mão no chão! Copo de leite, dama da noite, Recantos de São Francisco. Onze-horas encantadoras! A fada entre vedélias! Recinto sem defeitos. Todo dia é dia santo! Jardim da adolescência! Flores igualitárias. Íris, alamanda, amarílis, Encostadas na costela-de-adão. Hibisco e Malvavisco Caídos no jasmim. Porta sem tranca, Deleite no leito! Conchavo de delírios, Egrégoras encantadoras! Agapantos, jacintos, bromélias Perdidos em um canto. O amor-perfeito eclode! Vaidade de narcisos, Comigo-ninguém-pode. Jardim da consciência! Chuvisco no capim, Guirlanda nos cabelos, Enfeites em quase senhoras! Espada de São Jorge No tronco entortado. Punho cerrado Em luta franca. Querida Primavera! Generosa, com seu manto, Terno acalanto, Impera a fraternal era, Frutos divididos Lembram as flores libertárias: Lírios, cravos, camélias! Sérgio Antunes de Freitas Junho de 2023

Sérgio Antunes de Freitas

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Pensador.com

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Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua…
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Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto...

MEU POEMA PREDILETO O azul, a lua enfeita; Cena feita de outrora.
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MEU POEMA PREDILETO O azul, a lua enfeita; Cena feita de outrora. Afloram horas de saudades, Das auroras e dos poentes, Lourejantes, em carmesim. De tanto olhar para o céu, enfim, O céu olhou para mim. Percorri décadas de poesias! Quadrinhas, sonetos, trovas, Concretas, líricas, Dramáticas e épicas, Muitos metros metrificados, Redondilhas maiores, menores, Amores em versos espalhados! Das rimas ricas que ouvi na vida, Das vidas que vi nas rimas, Em uma coletânea completa, Esquecidos, todos os dilemas, Abstraídos, todos os problemas, Vem o mais belo dos poemas, Chegou a Cora, a minha neta. Sérgio Antunes de Freitas 23 de novembro de 2022 ⁠