Frase de Jorge Ferreira dos Santos
Perdão! Razão se me perde, se a ti o devo; Pla intenção esta, se te mal não desejo; Com que razão nego, todo meu ensejo; De ti, do teu fel e do teu desapego; Extravasas de mim, o meu sangue a razão! De tanto te amar, odiar-te me atrevo; Bebido, esquecido, do teu travo azedo; Desse bloco gelado, o teu coração; Tal incongruência que me nega perdão; Que de amor me disse, também me soava; Em mim gravado a fogo, a doce magia; Sem discernimento, me arremessa no chão; Seu amor ardente, que me desejava; Que não soa já, como dantes soía.
No pensador.ai desde