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Frase de Abraham Cezar

Eles falam da vida alheia com a segurança de arquitetos do impossível erguem teorias na mesa do bar como quem empilha latas vazias quase sempre prestes a cair. O mundo inteiro cabe na ponta do dedo deles que aponta julga corrige mas nunca toca no próprio desastre. A cada frase uma autoridade inventada um manual de conduta para o universo uma solução brilhante para problemas que nunca enfrentaram. E quando a conversa esquenta já sei o que vem: Se no lugar do outro você faria melhor experimente fazer no seu. Mas claro essa parte costuma escorrer para fora da memória deles junto com a coerência que nunca chegou a existir. No final o espetáculo se repete como essas tragédias baratas que passam na TV à tarde. Todo mundo especialista todo mundo juiz todo mundo sábio demais para confessar o óbvio ninguém arruma o próprio quintal porque é mais divertido reformar o mundo pela janela. E os que já entenderam só observam o mar de pitacos em silêncio porque a ironia não está no erro e sim na certeza com que o erro se apresenta.

Abraham Cezar

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Abraham Cezar

Se a intenção era atingir meu trabalho, errou a porta; se a intenção era me atingir usando inocentes como corredor, errou o prédio inteiro.
Amar de verdade não é ceder tudo. É saber o que é negociável e o que é digno. É entender que diálogo não é favor, é fundamento.
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Amar de verdade não é ceder tudo. É saber o que é negociável e o que é digno. É entender que diálogo não é favor, é fundamento. Que assumir erro não é humilhação, é maturidade. Que esperança não é sentimento, é prática. E que silêncio, quando vira hábito, não é paz. É abandono em câmera lenta.

Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunh…
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Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunhas.