Frase de Matheus Almeida
Eu te amo como o mar ama a lua sem tocá-la nunca, mas puxando o mundo inteiro para mais perto de si. Há em você uma espécie de silêncio que me envolve como um segredo antigo, é um lugar onde tudo em mim encontra repouso. Como se o tempo, cansado de correr, se deitasse no teu ombro e aprendesse, enfim, a respirar. Quando penso no teu nome, ele não vem como palavra vem como vento atravessando janelas abertas, como cortinas dançando sem motivo, como um arrepio que não pede explicação. E ainda assim, há algo em você que pesa. Não como dor, mas como as ondas do mar à noite densas, profundas, inevitáveis carregando histórias que ninguém ousa traduzir. Te amar é isso: um equilíbrio impossível entre leveza e abismo. É caminhar sobre a linha fina onde o céu encontra o oceano, sem saber se estou subindo ou me afogando. Mas não importa. Porque se for para me perder, que seja em você como o vento se perde no horizonte, como o mar se entrega à escuridão sem jamais deixar de voltar.
No pensador.ai desde