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Frase de Arthus Torres

Prezado Eu, Tente me esquecer, jogue fora seus status de vida, suas bagagens, seus conhecimentos e suas viradas de olhos. Tente cuspir na minha cara, tente revidar o tapa dado, tente sentir essa dor que não passa, não sossega. Tente rasgar minha roupa, rasgar a alma, tente defecar em meus pensamentos, é tudo o que mais quero. Tente se por na minha pele e acorde pra escuridão, tente ser ridículo a ponto de chorar de felicidade da liberdade de não ser eu por segundos. Tente me amar, dessa maneira rude e ridícula, dessa maneira farta e podre. Tente mergulhar comigo nos vieses da consciência e ver tudo o que já passei, tudo o que sofri, tudo o que vomitei e que precisei engolir novamente. Tente quebrar os pratos que quebrei, tente regurgitar as pedras que levei na face, tente dormir com os julgamentos que me foram lançados. Tente crescer com essa força contrária, tente andar com os pés voltados, tente se proteger sem amor, sem carinho, com dor. Tente me dizer que as dores são pequenas, esforce-se. Tente diminuir todas as situações deploráveis, as humilhações, as descrenças. Tente apagar a violência sofrida, a miséria anunciada, o choro engolido. Tente engolir minhas lágrimas, tente lamber meu suor, tente ser doce do salgado, quente no frio. Quente e frio. Tente o gelo sobre a dor, tente o fogo no amor. Tente a ferida escarrada, tente o ouvido destampado, tente sentar na minha cadeira. Tente, tente chorar minhas lamúrias, tente me amar, assim, desalmado. Tente acreditar, tente desvendar, tente olhar. Tente rever, reparar, remar, riscar. Tente rabiscar, tente apagar, tente borrar. Tente cortar, tente costurar, tente ferir. Tente, tente.

Arthus Torres

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Arthus Torres

Eu acabei confundindo tudo. Não sabia que lado da nossa amizade ainda tinha esse nome. Ou que parte disso era outra coisa. E se era alguma coisa de verdade. Ou se já tinha sido alguma coisa de verdade. Era de verdade, ou de mentirinha ? Eu podia contar com você mesmo. Brincando,…
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Eu acabei confundindo tudo. Não sabia que lado da nossa amizade ainda tinha esse nome. Ou que parte disso era outra coisa. E se era alguma coisa de verdade. Ou se já tinha sido alguma coisa de verdade. Era de verdade, ou de mentirinha ? Eu podia contar com você mesmo. Brincando, ou não.. eu já podia contar quantas vezes pensei que você aqui ou lá, era na verdade a mesma coisa.

Meu medo naquele momento era falar. Quem diria que eu quando criança, quis tanto isso, e hoje não quero. Não quero falar pra você, não quero assumir que você sempre ganha, que com seu sorriso, você ganha. Que com suas manias você ganha. Ganha com todas as canastras limpas e a car…
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Meu medo naquele momento era falar. Quem diria que eu quando criança, quis tanto isso, e hoje não quero. Não quero falar pra você, não quero assumir que você sempre ganha, que com seu sorriso, você ganha. Que com suas manias você ganha. Ganha com todas as canastras limpas e a cara também. A cara mais limpa de todas, o olhar mais sujo de caramelo, e a boca, essa sim.. cheia de veneno.

Eu tentava de qualquer maneira, não pensar em você. Mesmo sentindo seu perfume o dia inteiro, mesmo olhando sua foto, mesmo escutando a sua risada, eu tentava. Óbvio, tentativas frustradas de um desesperado. Um desesperado, que te conhecia a fundo, pode ter certeza. Te conhecia t…
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Eu tentava de qualquer maneira, não pensar em você. Mesmo sentindo seu perfume o dia inteiro, mesmo olhando sua foto, mesmo escutando a sua risada, eu tentava. Óbvio, tentativas frustradas de um desesperado. Um desesperado, que te conhecia a fundo, pode ter certeza. Te conhecia talvez mais do que você pensasse, mais do que você imaginasse. Defeitos, qualidades, manias, tudo. Tudo e mais um pouco, até a sua tipagem sanguínea.

Que coisa boa era ter o seu olhar furtado no meio da aula, no reflexo do caderno. Entre tantas células, tantos organismos eu queria você. De uma maneira intensa, notória, agradável. Era tudo uma fantasia, uma fábula, nós dois, dois animais, dois mamíferos. Dois mentirosos, que nã…
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Que coisa boa era ter o seu olhar furtado no meio da aula, no reflexo do caderno. Entre tantas células, tantos organismos eu queria você. De uma maneira intensa, notória, agradável. Era tudo uma fantasia, uma fábula, nós dois, dois animais, dois mamíferos. Dois mentirosos, que não sabiam mentir.