Frase de Prof. Jeferson Botelho Pereira
SEXTILHAS DE ANGÚSTIA O dia alvorece, o chilreio dos pássaros anuncia uma nova aurora. Acordo ouvindo as árias do saudoso Gonzaguinha Versos bonitos mergulham... Dentro de mim Mais um dia se inicia... No meu plangente coração. Dirijo-me ao labor das incongruências e frustrações da Justiça. Nas profundezas do descaso e da imposição Na desilusão, no desamor, no mar de falsidade e boçalidade... Na desonestidade de camorras, nas falcatruas. Caminho hilariante de bondade Volto envelhecido na revolta de lágrimas entornadas. À noite tudo se transforma Na casa do saber, uma sinceridade em cada rosto Um convite para amizades singelas Ou amores inesquecíveis Aí me esqueço das amarguras e diatribes do dia-a-dia A paz, momentaneamente, renasce no meu âmago. À noite o retorno ao lar No trajeto filas no posto em busca de saúde. Com chuva ou orvalho das madrugadas A esperança é o que importa Num manto falso de ternura O Bela Vista se ofusca com cobertores da desumanidade. Na tristeza do poeta, a alma é como deserto. Como rocha isolada e explodida Nem uma luz de esperança Nem um sopro fugaz de felicidade O amor apresenta como inverno O murmurar, profundo e abatido.
Prof. Jeferson Botelho Pereira
No pensador.ai desde