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Frase de Priscyla Marques

O necessário Responda agora: qual o maior segredo que uma mulher pode ter? Errado-caso você tenha dito “gostar de outra mulher”. O maior segredo que uma mulher pode carregar consigo é o de amar e saber que NÃO É AMADA. Aquelas músicas que fazem com que você se lembre de alguém que ama, na verdade foram feitas para nós (mulheres). Somos nós que sofremos por amor e que ao invés de gritarmos simplesmente escolhemos a redenção e o silêncio como conforto. É exatamente aí que entram essas canções: elas provocam as ‘sagradas’ lágrimas que lavam nossas almas. Até hoje quando ouço “every breath you take”, do The Police sinto uma vontade louca de chorar. Mesmo sem estar com “dor de cotovelo”. Ainda assim quero chorar. Vai entender o que se passa em nossas mentes! Se nem Freud foi capaz de explicar, o que meu namorado pensa que está fazendo? Ele se acha um psicanalista? E essa mania de tentar me ‘fazer feliz’... O que é isso, meu Deus? Perguntei isso para ele. Sabe o que ele falou? “Não, meu amor, eu não sou um psicanalista. O que faz de vocês mulheres, seres com maior capacidade de sofrer do que nós, homens? Acaso somos como os repteis que derramam lágrimas apenas para lubrificar os olhos para em seguida enxergarmos melhor a próxima mulher que vai passar?” Até que a comparação dos homens com repteis pode ser válida. E foi isso o que falei a ele. Enquanto conversávamos- ainda não defini se era uma conversa ou se estávamos discutindo a relação, mas vou chamar aquilo de conversa, por enquanto- ele preparava um sanduíche meio esquisito, com peixe, ovo, maionese... Enfim: e continuou com o sanduíche. Eu não podia acreditar: ele não me levava a sério! Eu ali falando de coisas importantes e ele dando total atenção a duas fatias de pão! “Assim não dá. Ficar aqui é um inferno. Você nem me olha. Seu estúpido.” Eu disse. Até que ele virou a cabeça devagar, olhou pra mim e falou, de boca cheia “Eu sou estúpido? É você quem está com ciúmes de um sanduba! Cresce Júlia.” Ai, que raiva que senti naquele momento. Agora reconheço que fui meio infantil. Logo depois da conversa, passei enfurecida pela sala, onde meu pai lia uma daquelas revistas de palavras-cruzadas. Entrei no quarto e me joguei na cama. Fiquei olhando pro teto e pensando se quando ele disse “cresce, Júlia” foi querendo dizer “amadurece; Júlia” ou se foi no sentido literal. É que sou um pouco baixinha, e essas piadas surgem. Na verdade eu estava só reunindo tudo o que eu tivesse contra ele para que depois não viesse com aquela cara de bom moço, dizendo que não fez por mal, e que gostava de mim, de ‘montão’. Não... Eu não iria admitir ele fazendo ‘beicinho’. Cheguei à conclusão de que aquilo era realmente uma conversa e que ele quis dizer “amadurece; Júlia”. E agora? Eu não tinha nada contra ele. Já ele, poderia usar o fato de que eu fui infantil e histérica por ficar com ‘ciúmes’ do sanduba dele. Para não pensar em como tentaria me convencer a beijá-lo, levantei e fui até a sala pegar meu CD do The Police. Meu pai estava discutindo com ele qual seria a palavra que faltava na revista. Quando passei os dois homens da minha vida ficaram olhando pra mim. E acredite; meu namorado ainda estava mastigando um sanduíche (mas, dessa vez era outro) esquisito. Peguei o CD. Fui para o quarto e coloquei “every breath you take”. Coloquei no último volume e comecei a cantar igual a uma louca. O Victor entrou no quarto, no momento do refrão- a parte mais empolgante pra mim- e colocou em pausa. Ah, Victor é o nome do meu namorado. “O que, exatamente, você acha que está fazendo ‘Seu’ Pedro Victor? Ta louco?” perguntei; “Eu sei que você só está fazendo isso pra me provocar. E outra: foi seu pai quem mandou você diminuir o volume... Por mim, você ficaria cantando até ficar sem voz.” Disse ele. E depois deu um sorrisinho leve e disse que eu podia continuar cantando. Ele também queria cantar. Então ele apertou o “play” e começou a cantar o refrão enquanto me encarava... Esperando que eu o acompanhasse. E eu o fiz. Quando a música acabou nos sentamos na cama. Mas foi só o tempo para me lembrar que tínhamos brigado. Fiquei calada enquanto ele olhava pro meu rosto. Perguntei por que ele fazia aquilo. “Isso o que, Júlia?”; “Isso de fazer com que eu adore até quando você me faz ficar mal. Você sabe que eu sou meio estranha, não é?” eu disse. Bem, durante todo o resto da conversa permaneci em silêncio. Até mesmo porque as palavras do Victor serviram como uma espécie de lacre para mim. E elas foram as seguintes: “É. Eu sei que você é meio estranha. Mas, eu sou completamente estranho. Deve ser difícil conviver comigo e com essas minhas manias esquisitas. Acredite que eu não faço nada na intenção de te magoar e que se faço ‘beicinho’, é numa tentativa de fazer com que a garota mais incrível do planeta permaneça comigo por, pelo menos, mais alguns segundos. Que é o tempo que dura o ‘beicinho’. Nossa... Você deve estar me achando um meloso. Tomara. Sei que você adora isso. E eu faço tudo pra te agradar. Não faria o contrário.” Eu ameacei falar, mas ele continuou “Sabe, às vezes eu te olho sem que perceba e vejo como fala de mim pras suas amigas. Até dizendo a elas o quanto sou idiota, eu percebo que você realmente me ama. Tanto, a ponto de conviver com um idiota. Fico feliz com isso. Porque também te amo. Muito. Seria terrível se assim não fosse.” Eu estava perplexa. E, quando pensei que não diria mais nada, ele soltou a frase, após uma longa pausa: “Acho que o maior segredo que uma pessoa pode carregar consigo é o de amar e saber que não é amada. Mas, sinceramente, se você não me amasse, eu não morreria. Ficaria triste, mas me confortaria com o fato de saber que, mesmo sofrendo eu estaria completamente lúcido. Pois, se eu deixasse de te amar, aí sim, eu morreria.” Parem o mundo que eu quero descer-pensei- eu estou num apartamento com o cara mais perfeito do planeta! Naquele instante conclui que poderiam trancar a porta do apartamento e jogarem a chave fora. Ali dentro estava tudo do que eu precisava para sobreviver: meu pai (minha família); comida; oxigênio, água; TV; um Playstation 3; meus CD'S e muito, muito amor.

Priscyla Marques

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Hey, “amor da minha vida”. Você bem que poderia aparecer hoje não é? Hoje é um dia bom pra se apaixonar. Digo: hoje é um bom dia para “o amor da minha vida”, “aquele cara que Deus guardou pra mim” aparecer.
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Hey, “amor da minha vida”. Você bem que poderia aparecer hoje não é? Hoje é um dia bom pra se apaixonar. Digo: hoje é um bom dia para “o amor da minha vida”, “aquele cara que Deus guardou pra mim” aparecer. Por que hoje? Ah… Hoje não estou tão negativa; estou achando minha pele linda e minha auto-estima está nos trinques! Hoje é um daqueles raros dias em que alguém me pergunta se estou bem e eu respondo com sinceridade “sim, estou”. Quem souber me elogiar, hoje, me leva no papo. Se alguém me pedir com jeitinho, hoje, até fujo pra outro país e mudo de nome. Até estou mais carinhosa hoje. Sim, hoje as crianças até estão me vendo com uma cara melhor. Estilo “rainha dos baixinhos”, hoje as crianças sorriram e pediram favores pra mim, mais que de costume. Só não me deram um doce, porque elas gastam suas poucas moedas com eles, para elas. Hoje subi na ‘beirada’ da varanda do prédio, só pra pegar uma pipa pros garotos que esperavam que ela caísse de cima do telhado. Eles amaram. É hoje. Hoje seria um bom dia. Hoje não estou dando tantos foras como antes. Hoje, “amor da minha vida”, se você chegar na hora certa, até te deixo deitar comigo na rede da varanda e te leio alguns trechos de “Felicidade Clandestina”- se você for mesmo meu amor, vai saber que amo ler para os outros dormirem; crianças ou não. Então vem E eu finjo que não te esperava: Não limpo a casa inteira até o chão brilhar, não coloco meu melhor jeans e nem uso aquele batom incrível que favorece meus lábios carnudos, não compro pizza, não escovo os cabelos e faço até aquela carinha de “o quê?!” com direito a boca aberta. Vem, amor da minha vida! Hoje é um bom dia.

Eu: Mãe, eu tava aqui pensando: no fundo nós, mulheres, não deixamos de ser criança... Mãe: Como assim? Eu:Ah... É que assim como quando éramos crianças, nós costumamos fantasiar o futuro; às vezes brincamos e até pensamos que um salto alto faz de nós "gente grande". Mas, o pri…
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Eu: Mãe, eu tava aqui pensando: no fundo nós, mulheres, não deixamos de ser criança... Mãe: Como assim? Eu:Ah... É que assim como quando éramos crianças, nós costumamos fantasiar o futuro; às vezes brincamos e até pensamos que um salto alto faz de nós "gente grande". Mas, o principal: tentamos 'brincar' com os meninos, mas eles acabam nos machucando. Porque as meninas levam a brincadeira tão a sério, que chegam a achá-la real. Mas os meninos, mãe... Eles sempre acabam deixando tudo pela metade. Mãe: Minha filha... Aprende que sempre vai ter um idiota que não vai entender seu amor por ele. Aprende, que talvez doa menos.

As pessoas preferem achar que sou dramática ao invés de aceitarem que estou na solidão e elas contribuíram pra isso. Não é depressão[a maldita doença do século], nem frescurite e muito menos tentativa de chamar atenção. Só acho que as pessoas não aceitam que você se sinta desgraç…
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As pessoas preferem achar que sou dramática ao invés de aceitarem que estou na solidão e elas contribuíram pra isso. Não é depressão[a maldita doença do século], nem frescurite e muito menos tentativa de chamar atenção. Só acho que as pessoas não aceitam que você se sinta desgraçadamente só, mesmo tendo ‘tudo’ o que quer. Há uma porção de coisas que precisam saber sobre mim para entenderem porque fujo e volto tantas vezes de algo- o que quer que seja.É muita ousadia…. Vejam só: sabem o meu nome e acham que conhecem toda minha vida e minhas dores.

Que se danem os astros! Não dá pra te amar em uma noite e na manhã seguinte tentar me convencer de que foi só mais uma casualidade. Porque daqui a algum tempo- talvez quando eu estiver tomando café, ou daqui a dez anos, enquanto espero o sinal abrir, vendo uma fila enorme de car…
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Que se danem os astros! Não dá pra te amar em uma noite e na manhã seguinte tentar me convencer de que foi só mais uma casualidade. Porque daqui a algum tempo- talvez quando eu estiver tomando café, ou daqui a dez anos, enquanto espero o sinal abrir, vendo uma fila enorme de carros em minha frente- eu vou lembrar de você. Porque nada é tão casual, tão fútil, que não seja lembrado em algum momento- mesmo que rapidamente. Não me leve a mal. Não estou dizendo que você se compara a coisas fúteis... Só estou tentando te explicar, que a sua lembrança será inevitável. E que, mesmo que não seja nada romântico, eu sei que há grandes chances de que um dia nós possamos nos separar por um motivo qualquer, tão menor que o nosso sentimento. Você entende, agora? As pessoas cometem erros e esses erros, na maioria das vezes, levam algo que elas amam. Seja lá o que for. Outro dia uma amiga pôs baralho para mim e as cartas diziam que uma pessoa iria entrar na minha vida e me transformaria. Seria um grande amor. E o que achei? Terrível! Por que, eu já te conhecia, você já estava em minha vida. Eu não quero nenhum grande amor que não seja o seu. Eu queria tanto poder mudar tudo isso, mandar o futuro amor pro espaço... Por isso quero que você saia daqui agora. E o que tudo isso tem a ver com te amar em uma noite e tudo o mais? Bem, como já disse, sua lembrança será inevitável. E eu tenho tanto medo de que você se torne só uma daquelas lembranças ‘rápidas’... Por isso eu prefiro acreditar que eu posso mandar no meu destino. Portanto saia já daqui. Mas depois volte correndo pra mim e me fale de todas as coisas que você não me falou. Eu vou querer saber muito sobre a mulher que acaba de entrar em minha vida. Percebe? Você estará entrando novamente em minha vida. E eu terei a sorte de te amar mais uma vez. Tudo é cíclico. E é nessas palavras, talvez meio bobas, que meu amor mora e me trás sempre de volta até você. É isso o que nos une: o amor. E que se danem os astros! Então vem, amor. Eu finjo que não esperava.