Frase de Janilma Lins
Me dou ao luxo de deixar que saibam de mim apenas o que conseguirem deduzir — afinal, nem todo mundo merece acesso à versão completa.
No pensador.ai desde
Me dou ao luxo de deixar que saibam de mim apenas o que conseguirem deduzir — afinal, nem todo mundo merece acesso à versão completa.
No pensador.ai desde
Desculpe se minha mania de perseguição é mais aguçada que o seu sexto sentido. Talvez ela apenas tenha o hábito de perceber antes.
MAR DE DESEJOS Tua boca me desarma e me transporta a um estado de puro deslumbramento,
MAR DE DESEJOS Tua boca me desarma e me transporta a um estado de puro deslumbramento, onde nenhuma defesa minha importa e o mundo silencia em um momento. Desbravando nossos corpos tão de perto, no encaixe perfeito onde a razão se perde e a carne clama, teu toque e teu cheiro desfaz qualquer certeza. Sou náufraga voluntária, e nesse mar de desejos, vejo estrelas nascerem.
Gosto de todo mundo, até que me deem motivos para perceber que estou apenas desperdiçando meu tempo.
“O SONHO DA CAPITÁ” “Me mudei pra capitá… Farnelzinho de jabá…
“O SONHO DA CAPITÁ” “Me mudei pra capitá… Farnelzinho de jabá… Com farinha de Sergipe… Me amontei num tal jipe Dum bacana que ia pra lá… E parti sem nem olhá…” “Cantoria esquisita… Risadagem infinita… Era muito blá-blá-blá… Cheguei no meu destino… Que sonhei desde menino: A tão bela capitá!” “Gradecido, seu menino… Deus te guie no caminho… Fui sentar pra merendá… Eita lugar mais bonito… Um mundão de edifício… Logo eu vou trabaiá!” “Satisfeito com a visão… Igualzinho à televisão… Logo eu vou enricá… Mas, pra resumo da prosa… Procurei obra custosa… Pra mode eu trabaiá.” “Serviço logo ajeitado… Muitas léguas avexado… Todo dia pra chegá… Mas num foi nada facim… Trabalhei de sol a sol… Pouco tostão pra ganhá…” “Era motivo de mangação… Dos colega e do patrão… Por meu jeito de falá… Toda aquela empolgação… Que eu tinha desde bugrelo… Rebentou igual chinelo… Que nem prego ia emendá.” “Só vivia aperriado… Sonhando em ter arribado… Mas tristeza vinha já… E no meio da lembrança… Do cheirinho da infância… Derrubei meu mugunzá…” “Minha Senhora Aparecida… Me ajude nessa vida… Quanta fome fui passá… Pra piorar o desalento… Me sentia um jumento… Quem mandou num escuitá?” “Fi, num se agarre à ilusão… Porque a televisão tem de mania de enganá… Tu já é um homem feito… Só posso te desejá: Deus te guie e abençoe… Nessa tá capitá… Tome aqui o seu farné… Num se esqueça do chapé… Pro sol não lhe judiá…” “Televisão mardiçoada… Fez minha vida errada… Porque fui acreditá?”