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Frase de Michele Daiana

Difícil me definir em uma única palavra. Eu vivo de fases, assim como a lua. Estou sempre mudando. Mudando de ideia, de cabelo, de roupa, de estilo. Não sei se é indecisão ou se enjoo fácil das coisas. Talvez seja os dois. Às vezes eu quero ficar sozinha, às vezes quero companhia. Mas a verdade é que toda vez que estou cercada de gente, é quando quero estar sem ninguém. E quando estou sozinha é quando daria tudo por alguém ao meu lado. As coisas são assim na minha vida, tudo fora de ordem, de hora. Tudo confuso, ou será que é eu que sou confusa? Ou será que sou eu que complico tudo? Não conheço ninguém que muda de ideia tão repentinamente como eu. Talvez eu seja várias em uma só. Ou talvez eu não tenha encontrado nada que realmente me satisfaça. Ainda não sei. Mas eu acho que todo mundo muda, alguns mais rápido, outros mais lentamente e eu sou daquelas que muda todos os dias. Não sei se isso é bom ou ruim. Bom por que ninguém pode reclamar de rotina comigo, e ruim por que nunca ninguém sabe o que esperar de mim. Ainda não cheguei à conclusão de ser assim. Pode parecer falta de identidade, mas para mim é exatamente o contrário. A mudança é o que eu sou. Nunca gostei muito de coisas paradas, que ficam no mesmo lugar.

Michele Daiana

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Michele Daiana

Nunca entendi porque deus me fez tão sonhadora. Fui daquelas crianças que deitava mais cedo na cama só para ficar sonhando acordada e passava horas imaginando como seria o meu futuro. A verdade é que sempre fui sonhadora de mais, sonhava tanto que nunca sabia qual sonho colocar e…
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Nunca entendi porque deus me fez tão sonhadora. Fui daquelas crianças que deitava mais cedo na cama só para ficar sonhando acordada e passava horas imaginando como seria o meu futuro. A verdade é que sempre fui sonhadora de mais, sonhava tanto que nunca sabia qual sonho colocar e prática. Então eu fui guardando eles na gaveta, fui deixando para mais tarde. Quando criança dizia que ia ser desenhista, durou até os 8 anos, quando decidi que ia ser cantora, até perceber que não tinha dom nenhum para isso, quis ser modelo, policial, delegada, professora, psicóloga, socióloga e por fim antropóloga (nem sabia direito o que era isso, mas eu queria!). Quando chegou a hora de escolher, optei pelo mais fácil, guardei de vez todos os meus grandes (e absurdos) sonhos na gaveta e fui viver uma vida comum, fui ser professora. Mas no meio do caminho eu descobri uma paixão: escrever.

O telefone ficou mudo e de repente eu percebi que ele nunca mais iria tocar. Não com seu nome no visor nem aquela mensagem falando de saudade. Não iria mais porque a gente quis assim. Nossos planos para março foram rasgados como uma besteira sem valor. De repete todas as juras de…
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O telefone ficou mudo e de repente eu percebi que ele nunca mais iria tocar. Não com seu nome no visor nem aquela mensagem falando de saudade. Não iria mais porque a gente quis assim. Nossos planos para março foram rasgados como uma besteira sem valor. De repete todas as juras de amor se perderam no infinito que é o céu. Coração disparado para daqui a algumas horas nunca mais bater de novo. Percebi que eu estava caminhando para um caminho diferente que o seu, e bateu aquela falta de ar. Aquela falta da alma, aquele vazio que sempre foi um companheiro constante, mas que você me fez esquecer que ele existia. Mas cá estamos nós de novo. No mesmo quarto, mesma solidão, ouvindo as mesmas musicas, escrevendo as mesmas coisas e fazendo as mesmas promessas. Que eu nunca, nunca mais vou me envolver de novo.

Ela costumava deitar todas as noites na cama e pensar em tudo que deixou para trás, lembrava das feridas que ainda não haviam cicatrizado e todos os dias remexia nos machucados, sem saber que era ela mesma que não os deixava curar. Só ela sabia tudo que já havia passado até ali,…
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Ela costumava deitar todas as noites na cama e pensar em tudo que deixou para trás, lembrava das feridas que ainda não haviam cicatrizado e todos os dias remexia nos machucados, sem saber que era ela mesma que não os deixava curar. Só ela sabia tudo que já havia passado até ali, e o quanto tem sido difícil o caminho. Sim, ela era forte, mas não o suficiente para esquecer. Ela carregava consigo o medo e havia criado uma barreira contra qualquer um que tentasse se aproximar. Pegou todo o seu passado e colocou numa mochila, e o carrega por ai, todos os dias só para não esquecer o quanto as pessoas já a fizeram sofrer. Proteção, autodefesa? Não. E sim medo. Medo de ser feliz, medo de gostar e medo de errar. Coração vazio é cômodo. Coração magoado é triste. Ela vivia a vida assim, quando alguém dizia que a amava, não acreditava. Era como se alguém tivesse passado por ali e levado tudo de bom que existia. Coitado de quem veio depois, de quem ela condenou sem nem mesmo conhecer. Coitado de quem veio com boas intenções e ela ignorou. Coitada dela que deixou de viver, que jogou sua história fora.

Sou um livro aberto para quem quiser me ler. Porém você precisaria de muita atenção. Sou daqueles livros escritos com palavras difíceis, me escondo nas entrelinhas e às vezes até em outra língua. Eu sou essência e não capa, sou daqueles livros com paginas demais, muitos desistem…
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Sou um livro aberto para quem quiser me ler. Porém você precisaria de muita atenção. Sou daqueles livros escritos com palavras difíceis, me escondo nas entrelinhas e às vezes até em outra língua. Eu sou essência e não capa, sou daqueles livros com paginas demais, muitos desistem na metade. Sou para poucos, sou porque eu quero ser. Aos que conseguem me ler, no final nunca entendem, porque não fui feita para ser entendida, e sim compreendida. Venho eu mesma a muito tempo tentando me ler, me entender, mas ainda há muito que não sei sobre mim. Gosto de pensar que sou um livro da Clarice, poucos leem e poucos entendem. Talvez eu tenha sido feita para confundir a cabeça das pessoas, alguém muito desordenado me escreveu. Mas eu gosto de ser assim, aos poucos que se atreveram a me ler, no final não se arrependeram de todo o esforço mental.