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Frase de Richard Sibbes

Que conforto é esse em nossos conflitos com nossos corações indisciplinados, que ele não ficará assim para sempre! Que porfiemos um pouco de tempo, e sejamos felizes para sempre. Que pensemos, quando estamos atribulados com nossos pecados, que Cristo está encarregado disso por seu Pai, que ele não “apagará o pavio que fumega” até que haja submetido tudo. Isso põe um escudo em nossas mãos para rebater “todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). Satanás objetará: “Tu és um grande pecador”. Podemos responder: “Cristo é um forte Salvador”. Mas ele objetará: “Tu não tens nenhuma fé, nenhum amor”. “Sim, uma fagulha de fé e amor”. “Mas Cristo não considerará isso”. “Sim, ele não apagará o pavio que fumega”. “Mas esse é tão pequeno e fraco que sumirá e será reduzido a nada”. “Ao contrário, Cristo dele cuidará, até que haja trazido julgamento com vitória”. E isto já temos para muito conforto nosso, que, precisamente quando primeiro cremos, conquistamos a Deus mesmo, por assim dizer, crendo no perdão de todos os nossos pecados, malgrado a culpa de nossas consciências e sua justiça absoluta. Ora, havendo prevalecido com Deus, o que se colocará contra nós, se pudermos aprender a lançar mão da nossa fé?

Richard Sibbes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Richard Sibbes

"Todas as coisas terrenas são como água salgada: fazem aumentar a sede, mas não satisfazem."
Esta cana trilhada é um homem que na maioria das vezes está em alguma miséria, assim como estavam aqueles que vieram a Cristo em busca de ajuda, e que através da miséria foi levado a enxergar o pecado que a causou; porque sejam quais forem os pretextos que o pecado faça, ainda qu…
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Esta cana trilhada é um homem que na maioria das vezes está em alguma miséria, assim como estavam aqueles que vieram a Cristo em busca de ajuda, e que através da miséria foi levado a enxergar o pecado que a causou; porque sejam quais forem os pretextos que o pecado faça, ainda que ferido ou quebrado é o fim destes pretextos; ele está sensível ao pecado e à miséria, mesmo à ferida; e não encontrando nenhuma ajuda em si próprio, é levado com incansável desejo a receber ajuda de um outro, com alguma esperança, que ainda que pequena, o eleve de si mesmo até Cristo, embora não ouse alegar qualquer direito presente à misericórdia. Esta fagulha de esperança, sendo atacada por dúvidas e temores que nascem da corrupção da sua natureza terrena, fazem dele um pavio fumegante; de maneira que ambos, a cana trilhada e o pavio que fumega, constituem o estado de um pobre pecador aflito. É a estes que nosso Salvador Jesus Cristo chama de pobre de espírito, Mt 5.3, aquele que vê sua necessidade, e que também vê a si mesmo como devedor da justiça divina, e que não encontrando meios para ser ajudado, em si mesmo ou em qualquer criatura, chora por isso, e por alguma esperança da misericórdia contida na promessa e nos exemplos daqueles que têm alcançado misericórdia, é incentivado a ter fome e sede da mesma.

Deus amiúde opera pelos opostos: quando ele pretender dar vitória, permitirá que sejamos inicialmente derrotados; quando pretender consolar, primeiramente apavorará; quando pretender justificar, primeiro condenar-nos-á; quando pretender nos tornar gloriosos, humilhar-nos-á no in…
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Deus amiúde opera pelos opostos: quando ele pretender dar vitória, permitirá que sejamos inicialmente derrotados; quando pretender consolar, primeiramente apavorará; quando pretender justificar, primeiro condenar-nos-á; quando pretender nos tornar gloriosos, humilhar-nos-á no início. Um cristão conquista, mesmo quando é conquistado. Quando é conquistado por alguns pecados, ele obtém vitória sobre outros mais perigosos, tais como orgulho e segurança espirituais.