Frase de Paula Monteiro
MOLDURA DA SAUDADE Madrugada fria e ela lê uma saudade batendo intensa pela fresta da janela . Não há como fugir ! Os olhos não se fecham... Inertes conversam com o que ficou Percorrem a lugares de imenso vazio O coração dispara frio num descompasso de ausências do que desbotou. O aperto explode no peito As notas das lembranças dançam por entre espinhos . Nos lábios um gosto amargo daquele amor Chorou E ela permanece assim Naquele canto sozinha contando estórias de faz de conta em prosa e verso para ninguém ouvir A moldura daquele sorriso lindo ainda passeia com devoção em sua insônia Os cheiros ,os enfins ,os trejeitos ,os resquicios dele gritam em seu peito feito zum zum zum de tamborim. E um samba de saudade cria asas e explode caos em seus silêncios Numa nostalgia cinza e dolorida que parece não ter fim.
No pensador.ai desde