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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠É tudo ilusão. Tristeza Seja ela qual for É como as nuvens do céu Pássaros em revoada As estações Uma alegria que se foi Quando ela vai Manhãs, felizes por amanhecer Entardeceres lilases Chegando ao ponto de esquecer Num mero instante eles se dissiparam A despertar de um sonho A vida segue adiante No tropel da cavalgada Existência, uma quimera Camada por camada Ela foi sendo desfolhada De cinzel na mão Seguimos sós, pungindo a vida Éramos nós, sem tomar tento Vazando pela tangente Não há cuidado e nem talento Ferro quente em fogo brando Lá se vão no vento os dias Eu fico me dizendo Creio que não foi perdida A vida, o bom da vida Vejo que, em contrapartida Pode ser, ter sido a vida a ter perdido O que havia de melhor em mim Não existem grandezas Tudo é fantasia Tristeza Seja ela qual for É como as águas de um rio A canção perdida nos ares Melodia esquecida, que tanto sentido fazia Noutros dias O vento por entre as folhas Tudo se vai na ilusão Como cada um que vai Moldando a própria vida Cada forma escolhida Tristeza, seja ela qual for É somente uma grande alegria Que foi tomando forma A cada investida Nada fica O que existe em nossas mãos Martelo e cinzel É só o tempo presente Nunca ouvi da voz da vida Que havia urgência ou precisão E, mesmo ela sendo ilusão Eu procuro estar atento à direção. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva