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Frase de EdsonRicardoPaiva

Mas, por que é que será Que há sempre regras a seguir Desde criança Eu tinha hora de querer ou não E me mandaram descer da árvore E jamais subir no muro Gostar da dança em que não via graça E tinha hora de dormir No quarto escuro Tela em branco A vertente de estrela Era o fogo do Sol O fato é que Atlas Mais forte que eu Obedecia E sempre havia Uma vela apagada Capela Uma destreza felina No inferno, onde há caça É triste Mas de fato existe Um prazo pra folha cair A nuvem tapa o Sol Mas a luz não se vai Nem antecede a hora marcada E em cada recinto que pisei Alguém queria sempre ser o rei Em cada lugar Tinha veneno Que vinha de bicho ou de folha ...Mas tinha e tanto mal fazia A cada qual Conforme a imprópria natureza Era o mal sentado à mesa Muitas vezes no lugar ao lado Conforme gira o mundo Há uma vaga ideia de que o mundo gira São coisas que a gente ouve Não escuta E pensa que entendeu Mas é esperto o suficiente pra mudar E parar o tempo e fazer melhor Pois podia voar triunfante E ir mais adiante que qualquer condor Não há nada que se achegue perto disso E tinha uma vontade Bem maior que a correnteza Não havia espera e nem tempo A fera no fundo do rio Não pensa E eu pensei Que pensava melhor do que ela Até que numa bela tarde...a folha cai E o veneno destilado, do lugar ao lado Faz a gente olhar a vida de maneira diferente. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva