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Frase de EdsonRicardoPaiva

Ando Meio que lerdo de pensamentos Ando Meio que surdo Um vento muito brando Me acalenta de vez em quando Uma tormenta Me atormenta Quando, por falta de sorte Venta mais forte Ando Pensando Com minha cabeça de vento e meus ouvidos moucos Que não são poucos Os motivos Pelos quais eu me esquivo de dar-lhes Um tanto assim de atenção Enfim Se fosse ouvir meu coração Seguiria a direção do vento Que orienta o pensamento E quando chegasse o dia Que alegria Estaria muito longe da voz da razão Esta Abrange Tudo que demais me guia Então Sempre que acaba o dia Recolho meu sorriso Adio Outra vez minha alegria Preciso Fazer coisas que tanto odeio O início me fez fazer assim O fim não chegou Estou ainda no meio No meio de um sonho Um sonho meio tristonho Tristemente Sonho acordado Uma história linda Portanto Enquanto o dia não finda e nem tampouco inicia Paro um pouco Me recolho No mesmo canto onde guardo A tristeza e a alegria Mescladas Ambas tem cara de nada Aguardo um tempo Que tarda a chegar No tempo onde estou Meu coração não parou E nem minha alma morreu Olho no espelho pra ter certeza de que eu ainda sou eu E não há como negar Nasce novamente uma lembrança de que existe, sim Uma esperança latente Antes que seja tarde Eu sei No meu coração que arde Nada Nunca mais Haverá de afastar a gente e durmo em paz Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva