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Frase de Dolandmay Walter

CANÇÃO DO PURO AMOR - A MEU PAI Pai, ouça agora o que tenho pra te dizer... Olha, meu pai, não se espante comigo, Nem mesmo por agora não estar contigo, Pois a tua vida não me fez aprender... Não sei onde, meu pai, onde tu podes estar, Nem mesmo sei onde posso te encontrar Mas neste mundo talvez eu possa entender, O homem que tu foste, e que te levou o ser... Pai! Tão ausente, tão longe da realidade, De um mundo que não era pra ser seu... Tu quiseste ser rei, sem ser um plebeu, Numa vida nostálgica com tanta maldade! Tanto que eu o amei, meu pai querido! Tanto que eu quis ser o teu espelho, Mas no mundo me deixou de joelhos... Deixastes-me, pai, com o coração ferido. Nem mesmo agora nestas linhas que escrevo, Consigo dizer, ou tocar neste assunto antigo, Nem mesmo ao meu melhor amigo, Eu consigo falar, meu pai, tudo o que devo! Olha, onde estiveres, ouça-me agora... Mas não se espante com o meu esplendor, Talvez a história não me devolva o senhor, Talvez, no tempo, o meu coração te devore... Hoje, não te entregarei outro sentir, Nem mesmo te entregarei outro amor, Que não seja tão puro e de vivo luzir, Que não seja tão forte pra vencer minha dor!

Dolandmay Walter

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Pensador.com

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ERROS... Quem diz: é amor demais! Extinta paixão Que enriquece tristezas, desejos e medo! Pelo cerne enlouquecido, o coração Não se impõe de existência um segredo! Quem diz: é paixão demais! Extinto amor Que empobrece sorrir, lágrimas e sofrer! Pela alma corrompida, a dor Não se absorve de alegria um viver! Sentimentos complexos e equivalentes, N’um existir eficaz a consumir o espírito Por fantasmas vulgares, dependentes, N’um despertar sem sentir por ser dito: Amor! Paixão! Desejos loucos e plenitude, Só se têm; quem se impõe, em virtude! Dolandmay Walter

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RENASCER... Tudo o que me é morto, ou podre, ou indecifrável, Tudo o que me é de pecados ou de incensos afrodisíacos, Tudo o que me é de destruir nas impurezas dos sentimentos, O que me fere o coração, e o corpo, e o espírito, O que não me alça em voo sobre os amores de fogo, Tudo o que não me é de cumprir os mandamentos e a justiça, Os poderes, e a calma, e as glórias do firmamento, O que me é de tormento, o que me é sem razão, em vão O que me é simplesmente incompatível a memória Por insanidades entre os mortais, e os anjos, Tudo o que não me faz perdurar no amor e na bondade, Tudo o que não me é no olhar infinito, O que não me ambiciona na conquista da eternidade, E o que me faz de um só murmúrio fólios e mito... Que tudo me seja de inconstâncias, e de provas absolutas; Porque nada é intransponível ao renascer de um sol!