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Frase de Fabricio Clem

João 17 anos morador da comunidade do Cantagalo, nascido e criado por lá. O João assim como outras crianças, cresceu tendo como referência o Roberto , vulgo "pouca telha", um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro. Mas o João não tinha vocação pra ser vagabundo, ele queria mesmo ter um bom emprego pra tirar a mãe dele do meio do fogo cruzado. O "pouca telha" toda semana andava com um carro diferente, tinha moto, muitas mulheres ao redor, festa com cervejas e carnes roubadas quase todos os dias. Mas essas coisas não impressionavam o João. Ele tinha foco e acreditava que iria conseguir aquele trampo no asfalto. No colégio estadual conseguiu terminar seu segundo grau aos 17 anos. Foi a luta com garra e confiança, teve alguns "nãos", mas normal até então. Porém, esses "nãos" passaram da normalidade, e João foi ficando cabisbaixo, triste e sem força. Foi lembrando como era fácil a vida do "pouca telha" foi ficando acesa a possibilidade de entrar no movimento. O movimento queria o abraçar, o movimento propunha a realização dos seus sonhos. Mas o que mais entristeceu o João no asfalto foi o fato dele ser mandado embora sem ao menos ser contratado, e pelo motivo mais covarde, a cor da sua pele e o endereço da sua casa. O "pouca telha" aproveitou a fraqueza do João pra convidá-lo a entrar no movimento. O João não quis, preferiu seguir seu sonho de ter um trabalho digno e limpo. Que garoto determinado, que orgulho! Lá se foi ele pra luta de novo. Mas antes do João chegar aí, deixo uma pergunta aqui. Asfalto, tem como dar uma oportunidade pra quem decidiu que não quer ser vagabundo?

Fabricio Clem

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Fabricio Clem

Quando precisamos do perdão de alguém, precisamos para ontem. Mas quando precisamos perdoar para ontem, levamos uma eternidade para perdoar.
O berço que eu quero é igual ao que você teve. O cuidado que tiveram com você é o mesmo que eu quero que tenham comigo. Se não quiser me amar ou cuidar de mim, eu entendo. Mas deixa eu existir, deixa eu acontecer, deixa eu ter o mesmo direito que você teve. Caso não queira me ter…
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O berço que eu quero é igual ao que você teve. O cuidado que tiveram com você é o mesmo que eu quero que tenham comigo. Se não quiser me amar ou cuidar de mim, eu entendo. Mas deixa eu existir, deixa eu acontecer, deixa eu ter o mesmo direito que você teve. Caso não queira me ter por perto, não tem problema, terão outras pessoas e até instituições pra isso. Mas por favor me dê um nome de verdade, em vez de me chamar de interrompido.