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Frase de Emília Ferreira

⁠Sinto-me como se meu coração não pulsasse mais, como se eu fosse uma máquina com limitações, constantemente à beira de me ferir. Parece que perdi a capacidade de sentir, enquanto toda a dor se acumula em meu ser, sufocando-me emocional e psicologicamente, apertando meus sentidos em um vórtice de angústia. Já não respiro como um ser humano, apenas sobrevivo com respirações superficiais, enquanto o mundo ao meu redor perde suas cores, mergulhado em um branco simulando o além e o negro das noites insones. Não suporto mais o odor da morte, nem a pressão e dor infligidas por outros. Por que devo sofrer tanto, odiar meu próprio corpo, não reconhecer a imagem refletida no espelho? Sinto que pouco de mim restou, que a amargura ameaça tomar conta, embora eu lute para não me deixar corromper. O medo de me tornar o monstro que construíram em mim, através de negligência, humilhação, perseguição, exploração, chicotes e palavras cruéis, é constante. Sou uma criança ferida, dilacerada dentro de um corpo adulto, uma adolescente depressiva perdida em seu quarto, com perspectivas frustradas em um corpo adulto. Não sei mais além da carga de dor que carrego, não sei o quem eu seria sem todo esse peso sobre mim.

Emília Ferreira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Emília Ferreira

Mantenho em mim um combustível infalível que se chama fé. Nas horas mais difíceis da minha vida, foi ele que me fortaleceu e me impulsionou. É esse combustível que não me deixa cair, mesmo frágil, cansada de lutar, e às vezes, quase desacreditada de conseguir. Ainda assim, ele me…
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Mantenho em mim um combustível infalível que se chama fé. Nas horas mais difíceis da minha vida, foi ele que me fortaleceu e me impulsionou. É esse combustível que não me deixa cair, mesmo frágil, cansada de lutar, e às vezes, quase desacreditada de conseguir. Ainda assim, ele me mantém firme, perseverante, com o coração cheio de esperanças, e a alma carregada de gratidão por cada objetivo alcançado, por cada decepção superada, por cada lição recebida...

⁠Grande mente profunda destruída por uma vivência danosa, agarro-me a um sentido que me conforta, inexplicavelmente faz-me sentir ímpar, ao mesmo tempo passo um grande período refletindo, e parece nunca chegar a uma resposta, nunca encontro o núcleo do meu EU, dos problemas e exp…
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⁠Grande mente profunda destruída por uma vivência danosa, agarro-me a um sentido que me conforta, inexplicavelmente faz-me sentir ímpar, ao mesmo tempo passo um grande período refletindo, e parece nunca chegar a uma resposta, nunca encontro o núcleo do meu EU, dos problemas e explicações para minhas inúmeras dúvidas, e guardo num pequeno arquivo mental todos feedbacks da minha gana diligência. Viver abrigando-me em refúgios mentais, sem tanta ganância e assocializacão, percebo o deslocar para a cabeça do mundo, o comum e o geral, ser uma pessoa de poucas emoções e ao mesmo tempo cheio de desejos e sentidos, sentir tanto e ao mesmo tempo não sentir nada. Subsistir apenas pra enfrentar-se cotidianamente e sentir ser um trabalho exaustivo e sem parecer, apenas deixando sequelas presumivelmente irreversíveis.

⁠A alegria pra um espírito é poder sentir que se está vivo sem um corpo, a consciência fala mais alto, e quando percebe a plenitude de um ser, essa acepção floresce, a força vital é um sopro, essa situação depende do psique e a disposição do espírito em abrir-se a sua real import…
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⁠A alegria pra um espírito é poder sentir que se está vivo sem um corpo, a consciência fala mais alto, e quando percebe a plenitude de um ser, essa acepção floresce, a força vital é um sopro, essa situação depende do psique e a disposição do espírito em abrir-se a sua real importância

⁠Meu corpo contorce no ritmo da cantiga, percebo meus dedos esfarelar e virar pó, meu rosto é um oco sem fim, eu não tenho nome, sou apenas uma parte deste mundo sem voz, partículas do meu ser são grandes constelações, estou lá e cá, sou a insignificância de uma pedra na altura a…
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⁠Meu corpo contorce no ritmo da cantiga, percebo meus dedos esfarelar e virar pó, meu rosto é um oco sem fim, eu não tenho nome, sou apenas uma parte deste mundo sem voz, partículas do meu ser são grandes constelações, estou lá e cá, sou a insignificância de uma pedra na altura atmosférica, sou o canto do bosque, tenho fome de sede e sede de fome, vivência enganosa, cá sem querer, querer sem poder, apenas respirando, nas profundezas do meu ser, sem salvamento e sem esperança, só quero me libertar e voar tão alto onde sei que posso chegar, viver conturbadamente viva.