Frase de Lua Barros
Fogo cruzado Anoiteceu E na boca da favela O pequeno grupo dos moleques se reúnem Mães dobram os joelhos Diante da imagem do santo Invoca o nome do Deus Pai Aguardando a volta Do filósofo do morro O bagulho na boca Os olhos fixos na outra dimensão Pra fugir da realidade desse mundo cão A metralhadora na mão Daquele que não parcela no cartão O filho da mãe Pede perdão E um outro bagulho na mão Não paga a dívida não Eles querem reembolso Do bagulho que venderam Na bocada do Mato Grosso E tem Pedro de 14 Tem João de 16 Os menor não trabalha não, Aprenderam desde cedo Que o sistema não é esse não. Não quis enriquecer os truta de terno Ajudou o irmão lá dentro do inferno Pra ser apunhalado sem dó nem piedade E ele morreu dizendo: - "eu faria tudo outra vez pra não viver essa dura realidade. Mãe, fé em Deus".
No pensador.ai desde