Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SONETO SEM SONO Tarde da noite. Ao meu leito me abrigo Meu Deus! E está insônia! Que conversa Morde-me o pensamento, e tão perversa Numa flameja que acorda, tal um castigo Meia noite. E o silêncio também versa Tento fechar o ferrolho, e não consigo Da espertina. E assim impaciente sigo Olho pro teto, numa quietude inversa Esforços faço, remexo, me envieso Disperso, nada! O sono se concreta E o meu fastio já se encontra farto Pego no devaneio, e o olhar ali reteso Arregalado, e nesta apertura secreta Fico ancorado neste túrbido quarto © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05/08/2020 – Triângulo Mineiro copyright © Todos os direitos reservados. Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde