Frase de P.PÁL
Caos Somos uma somatória de experiências que vão se acomodando dentro de nós. Acho até que temos um grande "armário" interno onde arquivamos as lembranças, algumas involuntariamente e outras porque realmente queremos guardar, para degustarmos numa tarde de outono (que, para mim, são as tardes mais bonitas, apesar de melancólicas). Esse "guarda-volumes" que temos dentro de nós pode até ser ilustrado como um grande armário cheio de potinhos armazenados e etiquetados por seu grau de importância, periculosidade e saudosismo (não que o saudosismo não seja, muitas vezes, perigoso). Mas são potes que ficam, muitas vezes, empoeirados e, com o passar do tempo, não temos mais consciência da sua existência, ou nunca tivemos. Mas basta um pote vizinho se derramar para gerar uma bela reação em cadeia e todas aquelas lembranças de outrora, até então empoeiradas, virem à tona. E o caos se fez! Somos feitos de gatilhos, e nem sempre de gatilhos de prazer. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o caos vem pra limpar! Uma rachadura, uma cisão no velho formato de antes pode gerar o caos. Porém, a distância entre o caos e o novo formato parece ser de anos, se não houver a permissão. Sabe a velha história que diz: "Está se afogando? Para de se debater e vá ate o fundo da piscina, bata os dois pés no azulejo, que assim subirá mais rápido?" Então, isso é ser permissivo com você mesmo! Isso é ir a fundo, isso é deixar os velhos hábitos e tentar entender os novos que se formam. Não vale a pena lutar pelo que já não existe mais, ou um "mexer nos potinhos" que não mais ocupam o lugar de sempre. O novo formato está aí, disponível para sua contemplação. Somos feitos de recomeço, somos feitos de explosão. Merecemos apreciar o novo como uma dádiva e não como um pesar. Joguemos fora o que não for mais útil e fiquemos apenas com aquilo que vale a pena apreciar nas tardes de outono... Como são lindas!
No pensador.ai desde