Frase de E. Morais
Noite fria Trouxe a chuva num zumbido agourento Vozes a sussurrar recônditos segredos Incansavelmente, repetida vezes Predizendo a longa e ruidosa tormenta Vindo do leste em movimentos ensaiados Arrastando a madrugada à procura do amanhecer Bailando por corredores de álgido concreto, Obras de meros mortais subalternos Deslizando pela fresta da gasta janela Rastejando por entre o estreito vão da porta, Como uma astuta e vil serpente Impregnando o quarto com a aspereza da noite lá fora Afagando o espesso cobertor de lã Revelando a solidão que o preenche.
No pensador.ai desde