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Frase de Crislambrecht

Ir para algum lugar Sei lá Dar uma sumida Deixar todo mundo sozinho E ser o caminhante que sempre fui De noite ou de dia Com estrelas e as nuvens A lua, não o sol Morcegos ao redor Na sobra das árvores A coruja lhe arrancou um olho Beberam-lhe o sangue Ouviu-se um som de blues Um solo tocando sem parar A ponta a se quebrar Os olhos ardendo Vozes e assovios Vozes celestiais querendo me levar Assovios de realidade tentando me trazer E eu quero o meu sangue de volta Mesmo que o mundo desmorone Mesmo se um trator passar por cima de mim, da mina casa Estou morto, num bar Jimi Hendrix sola sem parar E aquele pianista famoso Que Elvis não parava de admirar Blues e Reggae no bar pós-morte Uma floresta antiga, intocada A mata virgem, o Éden Bob Marley vem montado num Leão Com lobos me dar saudação Babuínos me levam para a casa de Soul Depois de uns drinks Amy foi e eu caí Nos braços de Janis, um sorriso, cores e som Paz finalmente, comentei com John e Raul Eles sorriam e o reggae não parava Ninguém sabia as horas, ninguém recisava Infelizmente o trem dos bends distorcidos chegou E fui embora ao som de um bom Rock n Roll Page solava, era jovem e no Led não estava Numa nuvem doida pousou o trem e eu desci Cheguei em casa e escrevi tudo que vi até aqui.

Crislambrecht

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Pensador.com

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Indo de Volta 14022012 Acordei tão cedo que nem pude me ver no espelho, apenas saí pelas ruas sob o orvalho censurador. Passou por mim um jovem loiro, cabelos compridos amarrados e com um boné sobre eles. Pedalava com certo entusiasmo, conforme tocava seu mp3 Player. Antes que…
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Indo de Volta 14022012 Acordei tão cedo que nem pude me ver no espelho, apenas saí pelas ruas sob o orvalho censurador. Passou por mim um jovem loiro, cabelos compridos amarrados e com um boné sobre eles. Pedalava com certo entusiasmo, conforme tocava seu mp3 Player. Antes que pudesse cumprimenta-lo ele passou por mim, tão rápido que levou consigo alguns anos. Alguns metros depois eu já não via mais nada, a escuridão da noite chuvosa me fez correr em direção à luz. Próximo do nada eu me refugiei do gelado choro em uma construção. Por mim passaram dois jovens com o mesmo nome, muito amigos, que andavam sem se preocupar com a chuva. Passados alguns segundos, a nuvem deu lugar ao sol, a chuva aos ventos, esses me distraíram e eu nem pude ver pra que lado foram os dois jovens. Estava muito frio, e as feridas que se abriram com a areia do vento ardiam ao sol. Encontrei abrigo em um colégio, onde vi as sementes de um possível amor, essas eu vi sendo semeadas de volta para suas flores e desaparecendo posteriormente. Vi o fim do começo de uma banda, eram três amigos, foram se desconhecendo e se desencontrando, dois deles começaram uma amizade lentamente antes do terceiro nascer de um grande impacto e transformá-los em melhores amigos. Voltavam de suas casas e entravam sorrateiramente em festas. Depois de tantas viações em marcha ré, vi o início de uma grande amizade começando aos poucos até deixar de existir. Logo então vi dois irmãos ficando cada vez mais jovens e mais inteligentes, mais preciosos, mais inocentes. Vi eles desaprendendo e ganhando muitas coisas das poucas que desejaram. Logo depois vi um casal apaixonado, fazendo juras de amor em uma igreja, e eu só olhava, pois tinha acabado de acordar e não tinha forças para questionar. Eu acordei em queda livre, me libertei no final da queda, e não me importei com a escalada. Aproveitarei ao máximo a subida, sempre lembrando do tanto que me elevei enquanto caía.