Frase de Murillo Cabral Silva Fonseca
A noite desabrocha no horizonte E, então, as estrelas se ascendem no céu; Trazendo consigo a saudade dos seus olhos, Trazendo consigo a lembrança dos lábios seus.
No pensador.ai desde
A noite desabrocha no horizonte E, então, as estrelas se ascendem no céu; Trazendo consigo a saudade dos seus olhos, Trazendo consigo a lembrança dos lábios seus.
No pensador.ai desde
Chorosos, meus olhos se erguem Às profundezas do horizonte, Buscando encontrar
Chorosos, meus olhos se erguem Às profundezas do horizonte, Buscando encontrar Um sentido na vida. Entretanto, nada tenho. Todavia, nada ouço. Porém, nada recebo. Contudo, nada encontro.
Arcos etéreos no encalço recurvam Nuvens borrascas de setas luzentes; Flechas silentes, então, se desabam:
Arcos etéreos no encalço recurvam Nuvens borrascas de setas luzentes; Flechas silentes, então, se desabam: Sublimes, cróceas meiguices candentes. Sinto, pois, que inteiramente me encruzam, Partindo os elos de minhas correntes; Descativando esta essência amargada, Cá murmurando canções na alvorada.
Por meio das pupilas minhas – das janelas dos olhos meus – o existir parece-me murchas vinhas, congênere a um ergástulo abarrotado de numes cativos, encadeados por devaneios destrutivos. Escravos golpeados, quebrantados, arruinados pelos ásperos e pontiagudos combates enfrentados…
Por meio das pupilas minhas – das janelas dos olhos meus – o existir parece-me murchas vinhas, congênere a um ergástulo abarrotado de numes cativos, encadeados por devaneios destrutivos. Escravos golpeados, quebrantados, arruinados pelos ásperos e pontiagudos combates enfrentados: estáveis infortúnios, irremediáveis despedidas, constantes infelicidades, esperanças ressequidas.
Aos espíritos adocicados, a permanência vivencial – uma odisseia sideral – seria um pulquérrimo espetáculo, um imensurável sidéreo sustentáculo; sarapintado de pirilampos fulgurantes, jubilosos, cantantes. No entanto, em qual nebulosa teremos sido forjados? Quiçá no oco abismal o…
Aos espíritos adocicados, a permanência vivencial – uma odisseia sideral – seria um pulquérrimo espetáculo, um imensurável sidéreo sustentáculo; sarapintado de pirilampos fulgurantes, jubilosos, cantantes. No entanto, em qual nebulosa teremos sido forjados? Quiçá no oco abismal ou rebentos de um nada astral? Oxalá pudermos deslindar! Poderia isto ser antes de meu findar, pois feliz iria eu zarpar, por poder conjecturar em qual porto minha nau se ancorará.