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Frase de EdsonRicardoPaiva

Não importa em nada A intensidade ou a quantidade Se é fútil a existência Inútil o questionamento. E quanto mais você quer e tenta Com que as coisas sejam do seu jeito Seja ele qual for Parece que algo acontece E o mundo, então Amanhece imperfeito ainda Com o tempo você entende Que não importa em nada A quantidade de pessoas Que cruzem os vossos caminhos Em algum momento Elas vão querer Estar sozinhas E sempre terão ideias Diferentes das suas Discordarão de você Pois, assim como a todo mundo De vez em quando, elas se sentem À beira de um imenso abismo Escondido No lado escuro e triste Que existe dentro da alma Penso que a vida é uma missão E todos, sem exceção Tem dívidas a ser resgatadas Dúvidas não respondidas E as respostas que procuram Estarão, em parte, no mundo E outra parte dentro de si mesmas De repente você percebe Que o fato de estar sozinho Não significa exatamente solidão Assim, como a fria presença de quem só pensa em si mesma Não chega a ser companhia Por isso é desimportante Que a gente pergunte ao mundo Lembre-se que Se você pudesse voar, voaria Voava aos confins do Universo Consumindo a si mesmo Pra descobrir que a resposta Jamais esteve escondida Eis que uma porta se abre À tantas perguntas Que agora parecem-te tolas Um dia a existência do nada O lírio do campo, a migalha Salta aos olhos Quando a diferença Entre um rei e o cretino Não é ouro, nem vitória ou batalha enaltecida nascimento ou destino e nem glória A alma nobre e majestosa Atravessa uma vida E poucos serão os olhos A que se faz reconhecida Mas isso, é uma outra história. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva