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Frase de Raniere Gonçalves

O vento me alçava pelas ruas da cidade. Lentas as rodas do carrinho giravam e viravam ao bel prazer do meu olhar. Aqui-e-ali algumas ilhas de música, bebida, carnes, gentes... Carteados nas calçadas... Dentro um jazz baixinho roendo meus tímpanos. Fora: os meus olhos perscrutando novidades. O natal é dia morto. Cada um com os seus. Botecos fechados, círculos fechados. Fui-e-voltei-num-risco. Um pequeno giro pra digerir a leitoa. O que me resta agora é preencher a boca-da-noite voltando ao ritual de abrir freezers e cervejas e sorrisos. Amanhã será outra coisa.

Raniere Gonçalves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Atroaram roucos estampidos no distante. Zilhões de gotículas vieram, chuveriscando a pastaria. Desenhou-se um riso álacre nos meus lábios: Perdigotos de deus colorindo de verde esses meus olhos abaçanados.

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Refuguei o periquita. Um bom português não deve ser sacrificado assim na solidão de um fusili com linguiça. Coloquei a garrafa de volta no berço para que fique adormecida até a chegada dalguma princesa pálida. Ou mesmo de amigos valorosos. Agora vou começar a sesta porque depois ainda terei muito que urdir lá pelos meus domínios na barra do Piancó.