Frase de Raniere Gonçalves
O vento me alçava pelas ruas da cidade. Lentas as rodas do carrinho giravam e viravam ao bel prazer do meu olhar. Aqui-e-ali algumas ilhas de música, bebida, carnes, gentes... Carteados nas calçadas... Dentro um jazz baixinho roendo meus tímpanos. Fora: os meus olhos perscrutando novidades. O natal é dia morto. Cada um com os seus. Botecos fechados, círculos fechados. Fui-e-voltei-num-risco. Um pequeno giro pra digerir a leitoa. O que me resta agora é preencher a boca-da-noite voltando ao ritual de abrir freezers e cervejas e sorrisos. Amanhã será outra coisa.
No pensador.ai desde