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Frase de Nelson Rodrigues da Costa

Dia D Nas praias de silêncio e sangue, onde o vento ainda sopra a memória dos que partiram sem regresso, a areia guarda os passos de heróis anónimos, mas eternos. No murmúrio das ondas, ouvimos o eco dos seus nomes, gravados no tempo como pedras firmes, inabaláveis no oceano da nossa gratidão. Cruzaram o mar, carregados de medo e coragem, para libertar um continente acorrentado, para rasgar as sombras com o lume da esperança, para que a liberdade pudesse florir nos campos devastados pela tirania. Homens simples, de fardas gastas, deixaram seus sonhos na terra natal, e no último alento, sussurraram a promessa de um amanhã que nós, os vivos, herdamos. A Europa é livre porque eles tombaram, e o nosso dever, agora, é lembrar o sacrifício último que nos deu asas, que nos devolveu a luz e a paz. Jamais serão esquecidos, porque a memória deles é o farol que nos guia em noites de incerteza, e o seu legado, a liberdade, é o sol que nasce em cada manhã. Nas praias de silêncio e sangue, reverenciamos os heróis do dia D, gratos pelo sacrifício imenso, prometendo, em cada suspiro de liberdade, que jamais os deixaremos cair no esquecimento.

Nelson Rodrigues da Costa

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Pensador.com

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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar.
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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar. Não sou o que mostro. Sou o que seguro para não cair. O que calei para não ferir. O que deixei por dizer para não gastar palavras em vão. Aprendi a vestir sombras com a dignidade de quem sabe que até a noite tem camadas. Ergui castelos no ar com mapas rasgados. Com linhas tortas, sim, mas desenhadas com silêncio aceso. Não procuro a luz para brilhar… prefiro arder por dentro a que me apontassem o fogo. E quando me tentam convencer falsamente que o mundo é preto ou branco, guardo as cores no bolso. Não para esconder — mas para aqueles que as querem mesmo ver. Sou feito de todas as coisas que não se veem à primeira. De silêncios que gritam. De memórias que ainda não aconteceram. De palavras que nasceram antes da boca. Não preciso de ser lido. Mas se me lerem, que não me distorçam. Procurem a cor, não as trevas. As que tremem. As que resistem. As que sou.

⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
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⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração. Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.

⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta.
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⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta. Dois lados de uma mesma moeda, que ora dá cara ora da coroa. Fica a bipolaridade ora feliz ora triste... consistentemente insatisfeito. Mas de quem é o problema? Do que ama ou do amado? No fundo do que sofre, porque sonha voar mais alto com asas frágeis e cansadas. Enquanto planeia no alto reza que a esperança não esmoreça, que a nuvem sustente o palácio onde reside o seu espírito lutador...