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Frase de Ana Barroso

Agora, você me diz para soprar a última chama. Onde sujo o dedo de escória, do fogo de dor, ardor. E a chama antiga, que se mostrou tão vermelha por queimar em brasa, notou-se espirrada de sereno, que mais me pareceu um dilúvio realmente súbito. E que, enfim, molhou. Apagou... Todo. Tudo virou fumaça, virou breu contínuo em dias cinzas nas cinzas que, pra mim, restaram. Por favor, peço que me retire dessa escuridão! Mostre-me seu sol pra eu mesma brincar com a minha sombra. Ascenda essa luz pra mim e diga que ainda tenho mais uma chama, mais uma chance. Não te acho, preciso te tocar, inventar que não é quimera. Mas antes, necessito me encontrar. Anda! Não vê que em você, o meu corpo ficou? Não escuta a minha voz rouca que nem mais assobia? Que chora quando evapora sua melodia? E escoa porções de saudade em um cru retrato seu? Seu vulto ficou e me aparece latejando como um sinal de amor arrancado... Porém, mesmo não mais avistando o clarão que me adornava, me encaminho ao que preciso continuar. Crer que ainda se trata de vida e que ela depende de mim pra sobreviver. Ainda tenho que, em outros rostos, incandescer. Devolva minha luz! Se assim, pra você, fica melhor, eu domino a falta que provoca por aqui. Aqui mesmo, onde você já clareou, fez brilhar amor... E aí, vai ficando assim... Contento-me com esse seu último sopro que apaga e evapora o que, em lindos momentos, foi tão iluminado.

Ana Barroso

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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... sono da tarde, combinar de sonhos de gente que é tanta e não se acaba Anseios cometidos ou incansavelmente esperados Cor de saudade, melancolia contornando a combinação lilás
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... sono da tarde, combinar de sonhos de gente que é tanta e não se acaba Anseios cometidos ou incansavelmente esperados Cor de saudade, melancolia contornando a combinação lilás Ocaso suave na hora certa pra paz perambular Entre um canto e outro. Ruas, vielas, eles e elas Rostos de novo. De ontem. Anteontem. Do Antigo e do moço São sempre dias com caras novas Cada dia com uma coisa pra contar, o formato pode até ser igual Moldura, nem o possui. O dia é, na verdade, livre E nele, é bom estar. Estar por si só, nessa coisa de ser Morar no tempo sem muito a abocanhar Luz brilhando quieta, vestindo calmaria. Isso já reluz! Em meio a todo agito, o carnaval apita apito Acabou-se a festa, eternizou-se a magia! Gosto quando penso que vou .re.começar tudo de novo de dias em diante A manhã vigora só amanhã cedo E a tarde (agora) me abraça com ar de dia feito E enfim, este perene dia dorme No ecoar do finalzinho da melodia, que também nem se acaba Fim que não morre. Vem só pra dar sabor, sintonia, poesia... (Alumia!)

Varrendo as sombras do meu caminho, em maneira sabida, fui ser ancila da sua vivacidade que se fazia na varanda no outro dia de manhã cedinho para abrir meus olhos. Hora que passeia a paz, onde tudo é ainda muito desenhado, emprestado ao nosso anseio justo de consumir vontades. N…
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Varrendo as sombras do meu caminho, em maneira sabida, fui ser ancila da sua vivacidade que se fazia na varanda no outro dia de manhã cedinho para abrir meus olhos. Hora que passeia a paz, onde tudo é ainda muito desenhado, emprestado ao nosso anseio justo de consumir vontades. Naquela luz brilhando quieta, ainda clareando, calcei os chinelos, vesti simpatia. Dispersa pra compor meus vastos sintomas, as vezes desaparecia, mas mesmo desprevenida eu ainda me deparava num recomeço único para nossos movimentos. Na verdade, é que abocanho essa sina que cata seus sentidos. Eu saboreio as suas cores. Acho o dúbio em canto pra melodia, emudecendo a dúvida. Colhendo brotos... Cifrando vida... E assim descobrindo essa rima toda que se traduz em um apego júbilo de desejo. - Ensaio com você, em tentativa para minhas invenções...