Frase de Miriam Da Costa
Minha Aura Cigana 💃 Por tudo o que vivi, senti, sofri, sangrei e chorei, aprendi a não criar raízes onde o chão era lágrima, insegurança e medo. Minha alma carrega estradas, olhos atentos ao horizonte, bolsos vazios de posses e o peito cheio de destino. Trago no corpo os vestígios do tempo e no espírito a liberdade inquieta de quem nunca pertenceu ao cárcere do que é fixo, morno ou imposto. Sou passagem, sou vento que não pede licença, sou chama que arde, que aquece, que queima, mas não se deixa apagar. Minha aura é cigana porque escolheu a travessia em vez do conforto, a verdade em movimento em vez da paz mentirosa do repouso. Por tudo o que vivi, senti, sofri, sangrei e chorei, preferi não fincar raízes em solos contaminados de medo. Carrego comigo lembranças e cicatrizes que não pedem e não suportam curiosidade, piedade e nem falsidade apenas passagem. Minha alma aprendeu cedo que permanência, muitas vezes, é apenas uma forma educada de prisão. Trago nos olhos a dor das despedidas, nos pés a poeira das estradas, no peito um coração indomável que sangra, mas segue adiante. Sempre! Sou feita de partidas, de incêndios internos, de escolhas que doem mais nunca, a renúncia a mim mesma. Nunca! Minha aura é cigana porque recusou o conforto doce da mentira e escolheu vagar com a verdade latejando na carne, pulsando nas veias,, acariciando a mente e pacificando a consciência. Por tudo o que vivi, senti, sofri, sangrei e chorei, aprendi a ouvir o chamado das estradas invisíveis mais plenas de visão. Minha alma dança com o vento, baila com as marés, reconhece constelações onde outros veem apenas noite. Carrego no coração um mapa que não conhece fronteiras e limites e um tempo que se move no compasso da liberdade. Oh! Amada Liberdade! Senhora do meu viver! Sou feita de travessias serenas, de tempestades arrebatadoras, de silêncios que ensinam, de palavras que ecoam, de versos que florescem sem pedir residência. Minha aura é cigana porque prefere o caminho ao destino, e faz do mundo um eterno lugar de passagem. Vivi, senti, sofri, sangrei e chorei, por isso sigo adiante. Sempre! Raízes me pesam e sufocam, Estradas do viver e do sentir livre e leve, me salvam. Minha aura é cigana: não pertence, atravessa o seu caminho. E nada e ninguém vai tomar posse de mim. O sol me ilumina, a Lua me protege, a vida me ensina que seguir livre é a minha sina. ✍©️@MiriamDaCosta
No pensador.ai desde