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Frase de Matheus Silva

Não peço a permanência de ninguém. Dei-me por alto e descobri que não se é feliz sozinho, mas é sozinho que você encontra a felicidade. E a felicidade, meu amigo, não tem validade como as pessoas tem, por exemplo. E é por isso que precisam ser passadas adiante. Não digo que somos objetos de uso coletivo, ou que o meu, não pode ser nosso; mas entenda que quem quer um, quer mais, e lidar com muitos é mais difícil do que lidar com si mesmo. Não vou obrigar que ouça a todos os meus reclames diários, nem que ature meu mau humor de terça-feira. Você tem o direito de ir. O de vir, eu não garanto. Ah, e eu não quero nada pela metade, nem restos de bom agrados. Quando falo de resto, me refiro ao que sobrou dos planos que deram errado, das portas fechadas na cara, das malícias intraduzidas. Quero o inteiro, completo. Por fim, fiquei me perguntando o que vem a ser um jovem livre, e me convenci de que ser livre é conhecer a própria alma, e se enriquecer com ela. E você não precisa de ninguém para fazer isso. Claro… Se quiser, fique. Mas fique se souber ficar; fique, se puder amar.

Matheus Silva

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Pensador.com

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Vi no alto de uma escola Um aluno a gritar Lá em baixo vi tambem seu colega estudar
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Vi no alto de uma escola Um aluno a gritar Lá em baixo vi tambem seu colega estudar Vi a professora chegar com os livros nos braços Para receber seus alunos com abraços E a diretora em sua sala vendo o aluno a berrar Ela pega o telefone para a mãe do aluno ligar Depois de tudo isso a escola vouta a se alegrar

Vivemos talvez um dos piores períodos da história. Incrível ver como um “volte antes de escurecer” se transformou em “não amanheça nesse computador”. O que antes preocupava, hoje se incentiva. Não se tem mais as ruas, pois os carros simplesmente tomaram conta. Muito menos ao natu…
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Vivemos talvez um dos piores períodos da história. Incrível ver como um “volte antes de escurecer” se transformou em “não amanheça nesse computador”. O que antes preocupava, hoje se incentiva. Não se tem mais as ruas, pois os carros simplesmente tomaram conta. Muito menos ao natural, já que o virtual parece muito mais interessante. Hoje em dia, joga-se futebol sentado; dialoga-se sem pronunciar se quer uma palavra. Bons agrados? Não são mais buque de flores, ou um jantar a luz de velas; e sim, essas bugigangas de meio milhão. É até hipocrisia de minha parte dizer isso, pois contribuo com essa degradação até quando escrevo textos como estes, já que deram lugar aos livros. Shows de rock? Que nada… Hoje em dia se aprecia música por fones de ouvido. E ai de você se contrariar: “desliga isso, você está ficando louco?”. E se antes acordar tarde fosse sinônimo de preguiça, hoje é resultado de ressaca. É com certeza uma guerra-de-corações-partidos, onde, se você quiser mais amor, terá que pedir. Não que eu seja contra a todo esse tipo de alienação, mas creio que o mau do século seja a falta. Falta liberdade para se fazer amor, como falta amor onde há liberdade.

Sempre me dei bem com despedidas, contando as vezes que mudei de colégio. Meus amigos nunca duraram mais que três anos, digo em presença material mesmo, porque alguns levo para sempre. Hoje eu entendo a minha frustração em lidar com amizades quando elas começam a crescer, porque…
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Sempre me dei bem com despedidas, contando as vezes que mudei de colégio. Meus amigos nunca duraram mais que três anos, digo em presença material mesmo, porque alguns levo para sempre. Hoje eu entendo a minha frustração em lidar com amizades quando elas começam a crescer, porque nunca sei direito em que ponto elas podem terminar. Ouço constantemente frases como “você é tão frio” ou “porque nunca demonstra o que sente”, e confesso que também não sei responder. Talvez esse seja o meu jeito, ou talvez foi isso o que sobrou de mim. Quando falo em sobras, me refiro aos desencontros e as angústias em levar prazo de validade em tudo o que aparece na minha vida. Quando, na verdade, o prazo de validade está em mim.