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Frase de EdsonRicardoPaiva

Saudade da minha escola Meu primeiro dia de aula e do medo que eu senti naquele dia Minha mãe me encorajando Dizendo era preciso No fundo, minha mãe sabia Que meu maior medo era o dela Deus não podia ter feito Uma Mãe melhor que aquela E eu fui Com o tempo a coisa flui As coisas que vão acontecendo Vão diluindo nossos medos Medo da vida Medo do Mundo Medo das coisas que estão lá fora Medo de não saber tirar o medo e colocar os filhos nos trilhos Quando chega a nossa hora de sermos nós Os Portadores do medo Aquelas Mães Guardaram a Sete Chaves Muitos segredos Em mesclar um olhar carinhoso Um zelo prestimoso Uma chinelada suave A voz que se tornava grave E um dedo em riste, sempre que preciso Aquilo ensinava juízo e prudência Mas eu nunca...jamais aprendi A ter a mesma eloqüência Com tamanha simplicidade Hoje, as nossas Mães aparentam Ter ficado tão pequenas Apenas parecem Teus filhos cresceram, Mães Mas...dias há, que carecem Daquelas boas chineladas O Mundo não ensinou-nos Nada com tanto carinho E com tanta sabedoria A gente é que não enxergava Tanta coisa boa Que os filhos, nós (essa gente à toa) Fomos recebendo e deixando ficar Neste longo caminho que trilhamos juntos Por mais que eu tenha aprendido, Mãe Eu nunca soube fazer nada Que nem você fazia E isso agora me dói muito Hoje eu vejo que sempre foste Senhora, em qualquer assunto. edsonricardopaiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva