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Frase de Flávia maria Ramalho Martins

Dom Juan às avessas Antes, preciso que entendam quem foi o personagem Dom Juan, usado hoje em dia como adjetivo de galanteador. Dom Juan apareceu por volta do século XIV citado na obra O Burlador de Sevilha, uma peça de teatro que apresentou pela primeira vez o personagem que, com suas artimanhas, promessas e galanteios, conseguia conquistar todas as mulheres que desejava. Assim a literatura transformou-o em um sedutor, mulherengo, romântico à moda antiga. Hoje existem muitos dons juans modernos... Mas a maioria às avessas!!! Analisemos. Em uma festa recente em que estava com meu namorado, observei jovens paquerando, ou melhor, dando investidas desesperadas nas mulheres ao redor... sinceramente, me senti aliviada por está acompanhada, por que as cantadas eram de mal a pior. Não , pensem que sou brega, ou ultrapassada, pois sou da época do fica! Na ocasião fiquei desapontada pelo fato do despreparo dos homens; percebi as cantadas falhas dos jovens rapazes em suas investidas e sem um mínimo de conteúdo, sinceramente, antirromânticos demais. Vamos descrevê-las: Copo cheio na mão, ostentando bebida, puxões abruptamente nas moças que passavam, diálogo monossilábico: oi?, quer?, ei? ... sem sentimento, olhares penetrantes, palavras vazias... Poderia eu relatar inúmeras cenas antirromânticas, mas vamos a algumas sugestões para se conquistar uma mulher seja por um minuto, uma hora, um dia ou a vida toda: Solte o Dom Juan dentro de você , ofereça a cadeira, pergunte se quer beber e o quê? Não a force a beber. Demonstre interesse pelo que ela gosta, o que curte, sua forma de pensar... deixa as discordâncias para um futuro distante . Aposte na conversa, olho no olho ou seja, apenas escute, mulher adora falar... Se for alguém que você já conhece, perceba mudanças como corte de cabelo ou se ela pintou ou até amarrou, isso faz um bem danado , ser notada e elogiada. Dançar sem exigir que o outro saiba passos mirabolantes e acrobacias para chamar atenção e nunca, nunca será demais reagir gentilmente com quem estiver ao seu lado. Sendo assim, no dia seguinte vá lá no status das redes sociais e mude seu perfil de Dom Juan às avessas para um Dom Juan desavessado.

Flávia maria Ramalho Martins

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Flávia maria Ramalho Martins

UM FAVOR QUE ME FIZERAM A correria do dia a dia nos faz esquecer muitas coisas, uma delas , pode-se dizer que é pagar a conta de luz. Então esse fato, ocorreu. E o empregado chegou para cobrar a dívida em uma sexta-feira, mesmo pagando a dívida, a energia seria cortada, norma da…
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UM FAVOR QUE ME FIZERAM A correria do dia a dia nos faz esquecer muitas coisas, uma delas , pode-se dizer que é pagar a conta de luz. Então esse fato, ocorreu. E o empregado chegou para cobrar a dívida em uma sexta-feira, mesmo pagando a dívida, a energia seria cortada, norma da empresa, consequentemente, a religação só seria na segunda-feira. Por vários motivos burocráticos não seria possível a assistência naquele momento, enfim ,revoltei-me no primeiro momento, imaginava, como sobreviveríamos sem ventilador, sem geladeira, sem liquidificador , sem televisão e pior, quando o celular descarregar, já que internet também não haveria naquele momento. Pensei em sair de casa e me refugiar na casa de meus pais o final de semana. Contudo, algo foi tomando conta de mim, inequívoca sensação de bem-estar, ao perceber que poderia eu proporcionar um dia diferente aos que estavam ao meu redor. De repente, fomos, sentar e contar histórias de Trancoso, cantarolar, o ato de acender uma vela , despertou em minhas filhas uma alegria antes nunca visto, “a descoberta do fogo”. Minha angústia maior, ainda era a hora de dormir, no entanto , naquela noite, um vento branco e fresco chegou, assim, conseguimos ultrapassar a noite, que aliás, nada de nariz entupido no dia seguinte. Então , os dias sem energia, se transformaram em dias em luz, pois força tínhamos muito para gastarmos , ao invés de deitarmos no sofá e nos entregarmos aos artifícios do mundo moderno, ciladas do consumismo para nos laçarmos e rotularmos o que devemos fazer, assistir, acessar; descobrimos possibilidades de companheirismo e convivência. Nessa situação, vivíamos como uma família se descobrindo a cada momento, através de ações que nos proporcionamos , permitimo-nos conhecer a casa, por pequenina que seja, passou a ser infinita naquele momento. Assim, deduzi que na verdade não foi um mal , mas sim, um favor que me fizeram!

Falta do que fazer Chegando a uma loja, um homem reclamava desse tal de pokémon, (tal porque não sei nem o que é). Eu que até então desconhecia como funciona e que epidemia é essa que levou aos noticiários, rede sociais terem como pauta esse jogo . Foi quando de uma maneira deb…
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Falta do que fazer Chegando a uma loja, um homem reclamava desse tal de pokémon, (tal porque não sei nem o que é). Eu que até então desconhecia como funciona e que epidemia é essa que levou aos noticiários, rede sociais terem como pauta esse jogo . Foi quando de uma maneira debochada, ele me explicou: - Minha filha, um bicho que é indicado por satélite a quem tem androide no celular, você baixa o aplicativo e sai a procura com um mapa que lhe é enviado. Eu perguntei: - E ganha o quê? - Ele disse sarcasticamente: - Atropelamento, roubo, tropeço, perda de tempo, até a morte, sabia? Fiquei abismada com tamanha descrição horripilante. Ele continuou contando casos os quais ocasionaram vítimas fatais; creio que é verdade, pois um jogo capaz de alienar o mundo. Por fim, ele ainda disse com tamanha revolta: - Uma mulher carregar um bebê por nove meses pra ele terminar assim... demente. Calma, jogadores, estou descrevendo um fato , não afirmando que admiradores, adeptos a esse passatempo são dementes, como tudo na vida; há o lado BOM e o RUIM.A invenção é louvável: amenizar com o sedentarismo; pessoas interagirem; pacientes hospitalizados movimentarem; mas... o efeito foi distorcido. Vê-se cidadãos cabisbaixos sem interagirem, sendo roubados , atropelados e acidentados. O que não admite discussão, por ser evidente, é que o que ultrapassa o limite é veneno! A importância que se dão a esse brinquedo estar trazendo consequências, cujos resultados são imprudências. Como essa diversão não estar perto de acabar (dizem!) , aja moderação e seu real objetivo seja cumprindo, senão teremos uma parcela de indivíduos prestes a serem taxados de desocupados doidivanas.

Trabalho ou emprego? Duas palavras que para mim não fazem muita diferença , embora digam que há( sentido materialista e sentindo abstrato).Mas quem as distinguem ,concordam com a acepção: maneira de prover a subsistência. Bem, aí onde quero chegar! O trabalho ou emprego, como pr…
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Trabalho ou emprego? Duas palavras que para mim não fazem muita diferença , embora digam que há( sentido materialista e sentindo abstrato).Mas quem as distinguem ,concordam com a acepção: maneira de prover a subsistência. Bem, aí onde quero chegar! O trabalho ou emprego, como prefiram utilizar em seu contexto, estar inerente a capacidades das pessoas realizá-los, seja de forma intelectual, braçal, fácil ou difícil. Incrível como a sociedade não compreende , nem valoriza o trabalho “abstrato” , digamos assim, aquele que você não pega, como as ideias , o conhecimento do outro, o tempo. É tão simples pedir: ei faz isso pra mim, mas pagar... recentemente, necessitei que uma enfermeira aplicasse um soro e paguei pelo serviço dela(maravilhoso), falaram: poxa, tu não tem uma amiga para fazer isso?. Assim, meus amigos são profissionais de diversas áreas , e agora? não precisarei pagá-los? então, somente os desconhecidos, inimigos que temos que remunerar? inevitável ,reconhecer o trabalho, o emprego, o ofício, o serviço, a função ou cargo que esse cidadão escolheu , aprendeu, desenvolveu, nasceu sabendo; é isso! Aplicar medicamentos, ensinar, cantar, fotografar, escrever, cozinhar, consertar, dirigir, costurar, pintar, limpar, passar, carregar e mais... não posso querer que “façam favor” trabalhem gratuitamente, o porquê? são meus amigos? conhecidos? não precisam?...sou amiga do padeiro e nem por isso, ganho pão todo dia, preciso trabalhar , empregar meu ofício para ganhar o pão de cada dia! *Nota da autora: Não é desabafo!

Meu vizinho distante! Tão próximo e tão distante ao mesmo tempo. Como pode? Pode sim! Meu vizinho! Ele demonstra ser uma pessoa boa, sei muito sobre a vida dele. Sei que gosta de dançar, pois faz parte de um grupo de dança e já o vi se apresentando, sabe dirigir e guiar moto, se…
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Meu vizinho distante! Tão próximo e tão distante ao mesmo tempo. Como pode? Pode sim! Meu vizinho! Ele demonstra ser uma pessoa boa, sei muito sobre a vida dele. Sei que gosta de dançar, pois faz parte de um grupo de dança e já o vi se apresentando, sabe dirigir e guiar moto, sempre que o vejo sai um sorriso largo, apenas. Sem nem um monossilábico. É de boa aparência, já foi casado, eu acho, vejo-o sempre com outras mulheres, tudo isso são as redes sociais as fuxiqueiras. Perguntem-me se já nos falamos, se já sentamos na calçada, costume raro, mas que ainda é possível em determinados bairros no interior, se já fui a casa dele ou vice-versa, se ao menos demos boas-vindas verbalmente um ao outro...N Ã O, NÃO! Somos vizinhos distantes. Não há aquelas coisas triviais que se espera do morador ao lado, infelizmente!, o mundo de hoje está mais para separar que unir, já não existem vizinhos como antigamente, aqueles os quais você poderia contar com um copo de açúcar, uma ferramenta, enfim, hoje somos presos em nossas próprias casas e não temos tempo nem de nos cumprimentarmos. Não nos permitimos conhecer um ao outro, nem mesmo necessitar um do outro, aí está um protótipo das relações humanas das grandes metrópoles que hoje atinge o interior, escravizando-nos do tempo, esquivando-nos do contato com as pessoas e tornando-nos cada vez mais distantes, mesmo sendo vizinhos!