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Frase de Leonardo Corrêa

Fenda dupla Algumas vezes me entorpece, algumas vezes me envenena. É transferível, a dualidade humana, aos objetos? Às cidades? Esse mesmo chão que me encanta em seu movimento, que me aquece, me conforta, o mesmo chão me afasta e me entedia, me angustia, me revolta. Ou será que ele não muda? permanece estático, e eu, apenas eu me modifico? O quanto do que eu sou resiste ao onde sou? o quanto o onde estou resiste ao que eu faço? O quanto o que eu escolho, escolhe à minha volta, por outros? o quanto as escolhas alheias falam em mim? Talvez o chão apenas se mexa, e é no movimento que exista a incerteza, vetores cruzados, e o estático seja um resquício, uma impressão. E a vida se modifica quando se observa, enquanto se observa. E eu observo! Procuro o que corrobore meus vetores, enquanto tudo eu mudo, me muda, à minha volta. Algumas vezes me enveneno, algumas vezes me entorpeço.

Leonardo Corrêa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Essa Cidade Ah! As ruas da cidade embebidas de tristeza, são malhas de tal beleza, são rios de temeridade. Nos caminhos da vontade repletos de estranheza, nos confins sombrios, clareza na nobreza, enfermidade. Onde andam os perdidos, Onde correm os afoitos, Onde se encontra os amigos Quem procura a igualdade, Quem desdenha a verdade, Convivem nessa cidade.

Passeio Noturno. Parei para realinhar meus pensamentos! A noite novamente baixara mais cedo.
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Passeio Noturno. Parei para realinhar meus pensamentos! A noite novamente baixara mais cedo. A Lua uniu as sombras do arvoredo, Em um Breu que tornava vivos meus tormentos! Levei minha febre louca à boca seca, Na tentativa de espantar o meu temor. Sonhei minha morte em passos que se estreitam, objetivando revelar o meu horror. Os passos largos que eu já tinha caminhado, Tão lamentados por terem sido em vão. O andar já tinha tomado a direção, de rumos loucos pra terem sido trilhados! Levo-me a uma nova reflexão. Paro para realinhar meus pensamentos. A luz dissipa sombras e escuridão. A noite sempre me deixará mais atento!

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Infortúnios Tenho as lembranças de quem tenta. Pudera ter outrora acertado, ter seguido um rumo não atravessado, ter cedido menos ao que me atormenta. Ter sentido o momento da mudança, novamente, visto o ciclo que se encerra. Ter me aguerrido menos a uma terra, que trouxe mais infortúnio que esperança. Ter premeditado o pesadelo, com tanto cuidado e certeza que o mal fosse embora com a noite Enxergar com o espírito aberto a consequência dos futuros atos, antes dos anos passados.

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Um Poeta Sou um Romântico! incurável, entregue ao drama, a ingênuos sentimentos de quem ama. Sou um Romântico! Sou um cético! Incurável, entregue à dúvida, de Deus , do céu, de mim, do mar, do mal, da morte, das Súplicas. Sou um cético! Sou racional! Indubitável, entregue à equaçôes. Deduzo, induzo, analiso. Tenho as explicações! Sou racional! Sou um filósofo! Inadvertidamente entregue à busca, do saber, do universo e natureza, de ponderação e de clareza. Sou um filósofo! Sou um poeta! Inteiramente entregue à arte e à beleza, do mar, do mel, do céu, dos olhos da morena, das cantilenas e do som do violão. Sou um Poeta!