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Frase de Fuad Caetano

⁠Migalhas Assim torna-se impossível o simples ato de dizer Palavras não são ditas, os beijos não são dados, Os amores são perdidos e os corpos velados, Nada mais que cinzas, dores e prazer. Lágrimas adoçam o amargo da boca, Nos jogos de Deus, eu vadio, tu louca, A timidez se vai com uma taça, e Em nosso leito o que é puro se desgraça. Como dois não dividimos apenas o manto E as migalhas brilhantes do céu impuro, Mas compartilhamos planos e amores do futuro. Quando cai o alvorecer rubro no firmamento, Você lua tímida nega-me o sorrir, Eu como sol me vou, só admiro o que queria sentir!

Fuad Caetano

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Lobo Lobo cinzento de pelo turvo e olhar de vigia Com sangue entre os dentes e alma sombria.
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⁠Lobo Lobo cinzento de pelo turvo e olhar de vigia Com sangue entre os dentes e alma sombria. Lobo que ladra, morde e mata sozinho Criatura maligna que cruzou meu caminho. Lobo cinzento de olhar fosco e amarelo, Me amedronta e apavora de jeito sincero. Lobo que perfura, rasga e devora, Lupino profano que só teme a aurora. Me amaldiçoa com escárnio e prazer, Me transforme em Lupino do submundo. Da matilha agora o mais novo ser, Lobo cinzento de jeito imundo. Sem sol, na lua, renascerá o homem caído, Chama calada, forma lupina, toque ardente. Seja brilho e guia de mais um perdido, Chamando meu corpo, uivo. Alma que mente.

⁠Poço Os arranhões na parede do poço Mostram como tentou subir um dia,
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⁠Poço Os arranhões na parede do poço Mostram como tentou subir um dia, Não conseguiu pela culpa, embora moço, Poderia chorar até transbordar, e sairia. Sucumbe aos delírios da solidão, Cansado, machucado e um dia caído, Busca ao longe ajuda, sorriso ou mão Alguém que lembre que tenha vivido. E na corda que poderia subir Resolve apertar o nó do pescoço, Mas a tristeza não deixa voar e cair. Transbordando as lágrimas de desgosto, E os arranhões na culpa do moço, Mostram a parede, embora no poço.

⁠Ninguém Sou o grito mudo no vazio, Nada pode acalmar a dor.
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⁠Ninguém Sou o grito mudo no vazio, Nada pode acalmar a dor. Ninguém. Pode. Sou o sorriso amarelo no escuro, Busco na sombra o afago. Ninguém. Vem. Sou o escárnio da nobreza, Vivo pelos becos da miséria. Ninguém. Espera. Vê? Ninguém. No fim se importa com nada. Sou o tempo perdido angustiado.

⁠Lar Se a casa é onde nos sentimos bem, Faço ao seu lado minha morada.
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⁠Lar Se a casa é onde nos sentimos bem, Faço ao seu lado minha morada. Jamais passarei fome ou frio, além De estar no coração de minha amada. E pelo seu feitiço deveria ser queimada, Tal qual as bruxas há anos atrás. Fez-me um servo em sua jornada Sou um escravo, mas vivo em paz. Quando quiser me assassinar, se despeça Não consigo viver sem teu carinho. Mas me mate, e que não seja depressa, Prefiro ser torturado, que estar sozinho.