Frase de Carlos de Castro
VIDAS E ENCONTROS Na rua dos sem esperança, Entre cartões, lixo e encolhos, Viram estes meus tristes olhos Um ser sem futuro ou herança. Nem sequer um ar de bonança Da sorte que já lhe foi aos molhos, Eu vi entre os seus escolhos Nos olhos da sua lembrança. Sentei-me então mano a mano Ao pé dele, rosto de criança, Mas eis que num gesto insano Demonstrando inconfiança, O pobre quase me rejeitou. Deu um grito que me arrepiou E da sua garganta avança: Nunca a tempestade amainou Nem me trará a bonança! (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 05-11-2023)
No pensador.ai desde