Frase de Rô Montano
"Solitude e Amor: Dois Abismos em Mim" Gosto de me perder na minha solitude, não por fuga, mas por essência. Há um eco de eternidade no silêncio, um véu de mistério sobre a existência. Meu amor é vasto, intenso, sem margens, mas não me basta apenas o abraço. Preciso do vazio que em mim ressoa, do abismo onde me refaço. O amor me chama, doce e urgente, mas há em mim uma terra indomada, onde os ventos sussurram segredos e a alma dança na madrugada. Não é recusa nem indiferença, é sede de algo que não se explica. O amor me habita, mas a solitude é a estrada onde a alma fica. Sigo por dentro de mim mesma, onde a noite se debruça infinita, onde o tempo se curva em silêncio e a ausência me serve de escrita. Há um oceano que me separa entre o ser livre e o ser abrigo. O amor me envolve como asas, mas a solitude é meu destino antigo. Nessa dualidade, me faço eterna: metade entrega, metade ausência. Amo sem bordas, mas me pertenço, sou vastidão e pertença em cadência. E, quando volto ao abraço amado, sou mais inteira, mais branda, mais minha. Pois só quem se perde na própria sombra descobre onde a luz se aninha.
No pensador.ai desde