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Frase de Fernandha Franklin

Quando o fim pode ser começo (F.Franklin) Ele jamais poderia fazer ideia que sua vida mudaria no dia 18 do mês 03 do ano de 2014 logo após uma das reuniões de negócios mais importantes que já participou. A reunião que definia seu novo rumo profissional. Mas nem mesmo um salário significativamente mais alto, o cargo mais cobiçado e a nova promoção puderam mudar a importância que a vida passaria a ter. De um dia para o outro recebeu o diagnóstico de uma doença terminal. Foi avisado que sem tratamento morreria em menos de 9 meses. A terapia era forte, e seria inevitável o enfraquecimento e desgaste físico em todo seu corpo. Ele não estava disposto a isso, mesmo sabendo os riscos que corria. Abriu mão do tratamento e foi apenas viver. .. como se estivesse nascendo sabendo quais coisas deveria valorizar. Quando se sabe que a vida está curta, os dias são mais intensos. Decidiu então, montar uma lista das coisas que iria fazer; e fez (exceto a última). Nas primeiras linhas escreveu: -Se amar mais. -Dizer e demonstrar a família o quanto os ama. -Observar o por do sol, o brilho da lua refletido nas ondas do mar. -Reencontrar "aquela" que um dia ele não soube como amar. Uma lista de desejos simples era sua existência. Em pensar que num dia ele corria atrás só do sucesso e da razão...se entregava a problemas que lhe tapavam a saída. .. E na ironia dos fatos, num flash, foi a morte quem lhe devolvia o sentido da vida. Ele não tinha "muito tempo", mas tinha sede por viver, e saciava-se nas coisas mais simples.

Fernandha Franklin

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Pensador.com

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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali,
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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali, debaixo daquela marquise esperando a chuva passar. Meu Deus, como eu amo chuva. O pensamento vago é sempre inevitável, assim como é inevitável o cheiro das gotas que tocam o chão. Eu estava ali, mas minha razão não... e quem precisa de razão quando a chuva lava a alma? Um raio me trouxe de volta pra vida real. Olhei no visor do celular. Quinze pras oito da noite, e eu só precisava atravessar um quarteirão e já estaria em casa. Se preferi ficar ali esse tempo todo, era só para observar a chuva de perto, mas sem me envolver. Mas já estava tarde; e agora eu iria me jogar em meio aos pingos constantes, e foi caminhando sem pressa que cheguei em casa. A roupa estava encharcada,a vida estava lavada e agora uma vontade de viver tudo o que planejei me invadia; afinal mais um ano começa a se despedir, e o banho de chuva me trouxe uma enxurrada de lembranças das coisas que prometi à mim mesma e ainda não cumpri. Dos planos que fiz...mal lembro quais eu realmente quis. Das pessoas que me empenhei em conhecer...nenhuma realmente se conhecia. Dos projetos que arquitetei...nenhum saiu do papel. Dos amores que pensei que teria... nenhum poderia ser pausa no meu dia a dia. Da fé que quis fortificar...tropecei mil vezes para tentar levantar. Só dos lugares que desejei conhecer por fim,um deles realizei: o de viajar em mim!! Como pode né? Uma chuva "qualquer" conversar tão bem com a gente?