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Frase de António Prates

⁠Chora Abril retalhado, na doutrina do poder; seguindo rumo ao passado, com a liberdade a sofrer. I No florescer da pastagem, perante um lençol mimoso, avança Alentejo vaidoso, respira desprezo e coragem... Dá-nos ar da sua imagem, num sorriso retratado; disfarça o ser magoado que sua alma entristece; enquanto o povo padece chora Abril retalhado. II Lágrimas já repassadas, penando no leito do rio, sente um enorme vazio sofrido em tantas chuvadas; brechas, enfim reparadas, coisas que dizem fazer; passa na água a correr tal percurso viciado, acena em caldo entornado, na doutrina do poder. III Lições de memória pequena que a consciência ditou: nobre, o poeta trovou: “Grândola vila morena...” Aperta saudade amena, num coração já cansado; lembra sozinho no prado as provisões do celeiro; verga perante o dinheiro, seguindo rumo ao passado. IV Veste em ar de graça a sensação que promete, lavrada no jet set, semeada na lei que passa; pobre é gente sem raça, povo que sabe perder; o seu contento é viver na ambição do sustento; esquecido no mandamento, com a liberdade a sofrer.

António Prates

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Pensador.com

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⁠Havia muito mais progresso moral se não houvesse tanta inveja nem tanto egoísmo.